Aos oito anos, antes de me tornar gremista, perguntei ao meu pai: qual time está ganhando mais e qual está perdendo? Ganhando mais, o Inter, respondeu, e perdendo é o Grêmio. O goleiro deles é mão de alface, frangueiro demais. Meu pai era colorado, mas nunca duvidei de sua honestidade e, como salvadora dos oprimidos, escolhi o Grêmio. O meu amor, as minhas orações, os piores sacrifícios – limpar os banheiros dos gatos ou cortar “bofe de boi” para os cães – eram dedicados ao fortalecimento do meu time. Meus dois irmãos, cada um a seu tempo, escolheram o Inter. E, por fracasso total, meus dois netos torcem para o Inter. Então, não posso nem “secar”.