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História de guerras e conquistas

Enquanto a humanidade mantém sua obsessão belicista

História de guerras e conquistas
Foto: Daniel Torok / Casa Branca

A história da humanidade é a história das guerras de expansão e conquista. Depois da Segunda Guerra Mundial, encerrada em 1945, passou-se a contar a fábula de que o tempo desse tipo de confronto tinha acabado. Seja por aprendizado do horror, com o massacre de judeus nas câmaras de gás, seja pelo amadurecimento dos humanos, as guerras ficariam para trás, com uma ou outra situação de violência extrema em zonas atrasadas do planeta. O maior efeito dissuasivo das guerras, porém, não viria do desejo de paz, mas do medo do uso de uma arma: a bomba atômica. Então por estarem armados demais, os países não guerreariam.

Mas as guerras nunca pararam. A Europa democrática talvez tenha acreditado mais do que outros na inteligência de resolver conflitos por outros meios, evitando a destruição da guerra. Até que a Rússia invadiu a Ucrânia e tudo recomeçou. Hoje, a guerra é feita sem recorrer à arma mais destrutiva, como se as nações guardassem o principal para um caso extremo. Os Estados Unidos da América, por outro lado, nunca deixaram de optar pela brutalidade. Apenas contaram uma bela história – e nela acreditaram – de que eram chamados a libertar países subjugados por ditaduras. Para os americanos isso é um bom negócio.

Nos ataques agudos, os Estados Unidos tendem a ganhar. Nos embates que duram anos, perdem e se retiram andando de lado. Perderam no Vietnã. Perderam, mais recentemente, depois de 20 anos “reconstruindo” o Afeganistão. Ao saírem, o Talibã voltou ao poder com o mesmo obscurantismo de antes.