Confira todos os textos da edição #307
- Serranos na várzea – Parte 5, por Geraldo Hasse
- Enchente e apagão no Rio Grande: crises bem diferentes entre si, por Álvaro Magalhães
- Lutz e o Pampa, por Lilly Lutzenberg
- Carta para Juliana, por trabalhadoras da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)
- O pinochetismo volta para La Moneda, por Alexis Cortés
- José Amaro: dândi, flâneur e tenor pelotense, por Jandiro Koch
- O bug, as formigas e a merdificação da internet, por Beatriz Marocco
- Porto Alegre, 1900: a criação da Faculdade Livre de Direito e a presença de magistrados nordestinos como professores, por Arnoldo Doberstein
- Cicatrizes da rua, por Luís Augusto Fischer
- Rimbaud retraduzido, por Juremir Machado da Silva
- Mulher a caminho, por Helena Terra
- Diário da guerra do sono: Capítulo VII – Homem de palavra, por Cristiano
Esta é praticamente uma resenha sobre dois livros. Portanto, dupla. Se fosse um aparelho de som, seria um dois em um. Por esse tipo de frase, dá para se concluir que não nasci ontem. Nasci no século XX. Fui criança e adolescente em suas últimas décadas. E analógica. O tempo todo querendo crescer. Que tanta pressa eu tinha, ainda que eu goste muito de ser mulher, até hoje não entendo. Quando completei 19 anos, minha mãe me declarou amadurecida, e meu corpo cheio de libido disse amém e adeus para a minha vida de menina. Talvez um pouco titubeante. De qualquer forma, seduzido por tudo o que surgia, incluindo os relacionamentos romantizados e, é claro, eróticos.