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A felicidade é consequência

Parêntese #308

Confira todos os textos da edição #308

Diário da guerra do sono: Capítulo VIII – Um plano, por Cristiano Fretta

A Ópera do Malandro, por Luís Augusto Fischer

Centenária: Maria, vó minha – Capítulo 10, por Tiago Maria

Qual é, Nano Gross?, por Juremir Machado da Silva

A última carreira do ano, por Carlos André Moreira

O grande encontro, por Abrão Slavutzki

O que está acontecendo com o cinema de horror?, por Matheus Cenachi

Orçamento Participativo federal é possível?, por Álvaro Magalhães

A felicidade é consequência, por Alexandre Silva

Sempre tive apreensão por ampliar a minha zona de conforto e diversas vezes pude estudar diferentes escolas da filosofia. É uma busca sem fim: sempre em busca do fio da meada. 

Aos vinte e poucos anos, li o livro O Mundo de Sofia - romance da história da Filosofia. Dessa experiência, só tenho a lembrança da imensidão que é esse livro e a doce escolha de presentear a minha primeira filha com o nome da personagem.

Anos depois, quando comecei a estudar inglês mais a sério, por amor e devoção, decidi olhar duas palestras do TedX por dia. Era importante imergir no idioma, além de ter a disciplina de ouvir e ler em inglês, todos os dias. As palestras poderiam ser de qualquer assunto, de preferência sobre algum tópico já conhecido, desde que fosse com legenda em inglês. No meio dessa brincadeira, descobri a palestra do John Wooden - famoso americano, treinador de basquete. Ele falava tão rápido que eu decidi colocar essa palestra como minha métrica: o dia que eu assistir essa palestra, sem legendas, e entender o que ele está falando, vou perceber que eu fiz algum avanço no estudo do idioma. Passada essa barreira, o que mais perpetua em minha mente sobre o que ele disse é a frase:

“A paz de espírito só é alcançada através da satisfação pessoal de saber que você se esforçou ao máximo para fazer o melhor que podia”.

Depois, no início da pandemia, procurei alguma teoria ou prática que pudesse me ajudar a conviver com a restrição de não poder sair de casa, nem para visitar a família ou os amigos. Era uma situação nova para muita gente e a minha primeira descoberta foi o estoicismo. Estoa (ou alpendre) foi onde Zenão de Chipre ensinava seus discípulos a realmente gastar energia e pestana com coisas sobre as quais temos controle. As outras, aquelas sobre as quais não temos controle, apenas afetam nossa habilidade em gerenciar as coisas de que temos controle.

Depois, por sugestão da minha mãe (gente finíssima), escutei algumas palestras da professora Lúcia Helena Galvão. Ao pesquisar algumas palestras dela no YouTube, fiquei curioso pela palestra “Quem é você no Bhagavad Gita?”.