Doze movimentos para sair da bolha e voltar a falar com o povo
Há uma pergunta que atravessa boa parte da esquerda em vários países, inclusive no Brasil: por que, com tanta razão do seu lado — mais desigualdade, salários que não esticam, moradia cada vez mais cara, serviços públicos aquém das necessidades —, a esquerda segue perdendo a disputa pelo coração do povo trabalhador? A resposta mais desconfortável é também a mais simples: a esquerda fechou-se em bolhas acadêmicas e partidárias. Fala para quem já concorda, disputa fatias cada vez menores do mesmo eleitorado convertido e trata como inimigo quem deveria tratar como aliado em potencial.