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COP30, Belém do Pará e as mangas

Parêntese #304

COP30, Belém do Pará e as mangas
Foto: Tatiana Mora Kuplich

Quem diria que a cidade com o maior número de favelas do Brasil (57% da população vive nelas) pudesse receber com maestria o maior evento global sobre o clima e a saúde do nosso planeta? Fruto de investimentos longe de estarem completos (e nem sempre socialmente justos), Belém do Pará recebeu melhorias de infraestrutura impactantes, que ficarão como legado para os moradores e visitantes. Locais de ciência, ensino, cultura, tecnologia e arte foram inaugurados ou só reformados, demonstrando o porquê da COP30 ser na região norte e em Belém.

Hoje é sexta-feira, 21 de novembro, data do término da COP30 e, aparentemente, o final não é dos mais felizes. As Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC), que seria o quanto cada país se compromete a reduzir nas emissões de gases de efeito estufa (como resultado do Acordo de Paris em 2015), foram fracas. O tal do Mapa do Caminho para transição e fim do uso de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, gás natural, entre outros) tem muitas adesões, mas nada definido. Amanhã ainda ocorrerão discussões e, tomara, boas decisões. Soube que nesta COP30 o lobby das petrolíferas estava gigantesco, chegando inclusive a lançar dúvidas mentirosas sobre os relatórios sérios do IPCC (Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas).