Confira todos os textos da edição #304
- COP30, Belém do Pará e as mangas, por Tatiana Kuplich
- Visita ao museu das culturas mediterrâneas em Marselha, por Juremir Machado da Silva
- Serranos na várzea – Parte 2, por Geraldo Hasse
- Erico Verissimo, um contador de histórias, por Paulo Ricardo Stefaniak
- Centenária: Maria, vó minha - Capítulo 9, por Tiago Maria
- Diário da guerra do sono: Capítulo IIII – Um apartamento, por Cristiano Fretta
- Sem medo da luz, por Duda Fochzato
- Leiam A mulher de dois esqueletos, por Marcelo Martins Silva
- Cai o pano, por Théo Amon
Erico Verissimo, ele próprio, sempre se reconheceu como "um contador de histórias", utilizando tal denominação como "um escudo contra as exigências eventualmente feitas pela crítica, que alguma vez quis dele narrativa experimental".
Especificamente, a obra Incidente em Antares (1971) exemplifica o momento em que o autor revela sua "filiação intelectual ao campo dos estudos históricos com perspectiva sociológica", colocando em cena como personagem de destaque "um sociólogo propriamente dito [...], numa demonstração de afinidade [...]" com "a visada liberal-democrática da sociologia norte-americana, talvez".*
Por outro lado, sobre a eventual existência de alegoria ou símbolo na metáfora dos mortos, é esclarecedor o texto O problema do realismo em Incidente em Antares , elaborado pelo Prof. Luís Augusto Fischer a partir de um seminário sob orientação de Flávio Loureiro Chaves, em 1982, no curso de Pós-Graduação em Literatura Brasileira do Instituto de Letras da UFRGS (Organon, P. Alegre, 1986).