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Histórias de Autógrafos: Michel Houellebecq em “Submissão”

Parêntese #314

Histórias de Autógrafos: Michel Houellebecq em “Submissão”
Imagem: Arquivo de Carlos Gerbase

Juremir Machado da Silva apresentou a literatura de Michel Houellebecq ao Brasil quando traduziu Partículas elementares e Extensão do domínio da luta para a Editora Sulina. Isso conta milhões de pontos, como diria o Chico Raiz. Mas o Juremir fez mais do que isso: trouxe o escritor, normalmente recluso, para Porto Alegre algumas vezes, arrancando dele palestras e entrevistas. E, como sempre fazia com seus amigos franceses, apresentou-o a seus amigos brasileiros. Por conta desse generosidade, tive a sorte de conhecer também Edgar Morin (e sua paixão por Maitê Proença), Michel Maffesoli (e suas meias coloridas), Pierre Lévy (o arauto otimista das redes digitais) e Philippe Joron (que me ensinou a admirar a força vital de Gaston Bachelard).

Conversei e pedi o autógrafo de alguns destes mestres, mas, confesso, a personalidade mais fascinante de todos os franceses célebres que conheci é a de Michel Houellebecq. Tenho, além da sua assinatura em Submissão, duas histórias para contar sobre ele. Houellebecq, embora cordato e normalmente calmo, tem fama de imprevisível e insubmisso. Por isso, Juremir estava um pouco nervoso quando me pediu para quebrar um galho: Houellebecq não estava satisfeito com um detalhe do hotel em que estava hospedado: não havia cafeteira no quarto. Sem fazer café na privacidade de seus domínios, ele talvez não fosse à luta, ou seja, poderia faltar a seus compromissos acadêmicos e midiáticos nas próximas horas.