Confira todos os textos da edição #319
Elis Regina, 81, por Antônio Schimeneck
Cony 100 anos – A entrada no mundo, por Marina Ruivo
Um ficcionista indispensável, por Sergius Gonzaga
A imagem perdida, por Sergio Faraco
Era Lisboa e chovia, por Ivan Pinheiro Machado
Quino, a ditadura e além – dados sobre um pessimista atemporal, por Vinícius Rodrigues
Fases da vida: saudades imaginárias, por Juremir Machado da Silva
Legião Urbana: o extraordinário nada de mais, por Paulo Damin
É só Rock Gaúcho... mas foda-se!, por Arthur de Faria
A medida das coisas humanas – Capítulo IX, por Helena Terra
Pra homenagear a Legião Urbana, trinta anos após a ida de Renato Russo pra aquela dimensão onde voltamos a ser pura linguagem, fiz uma entrevista com um fã exemplar dessa banda.
O Lufe é psicólogo, tocador de violão, grande leitor e apreciador de futebol. Há dećadas a gente fala sobre Legião, e sobre como o Renato Russo foi importante pra nossa educação sentimental e intelectual.
Tem uma coisa, por exemplo, que é a visão de humanidade que o Renato apresentava nas letras. Tudo com uma vontade de buscar literatura mesmo, e de filosofar também. Por isso, suspeito, tem uns que não gostam: é uma banda que se levava a sério.
As inúmeras intertextualidades são prova disso. Da Bíblia a letras pop americanas, com o Camões no meio. Legião Urbana é coesão e coerência. Desde o primeiro disco a ideia (era uma banda de ideias) tá lá.
Mas agora deixo meu amigo falar.
Como foi que tu conheceu Legião Urbana?
Quando eu tinha oito anos, eu fui com meu amigo Fernando até a casa da irmã dele pra escutarmos os discos dela. As novidades no mercado nacional eram com a Josiane.