Confira todos os textos da edição #321
- Entre o Mundo e Eu – Capítulo I, por Marlon Pires Ramos
- Marlon Pires Ramos, entre sorrisos e lágrimas, por Luís Augusto Fischer
- Vida na Pinguela, por Luís Augusto Fischer
- Todas as artes juntas, e mais uma, por Alfredo Fedrizzi
- Porto Alegre, 1911: A árvore e seu monumento, uma inutilidade ou algo mais?, por Arnoldo Doberstein
- As velhas e suas falas, por Fernando Seffner
- Tempo de fúria e desmedida, por Juremir Machado da Silva
- O rock gaúcho – Parte III, por Arthur de Faria
- Com rima e sem solução: ato, fato e Pilatos, por Homero Vizeu Araúho
- A vida retoma o ritmo – e as leituras que se adaptem, por Carlos André Moreira
- Cordel do Corte Raso, por Gonçalo Ferraz
Neste sábado, 11 de abril, a revista Parêntese publica o primeiro capítulo de um novo folhetim. Pelos próximos dez finais de semana, o escritor e colaborador Marlon Pires Ramos será o responsável por narrar Porto Alegre a partir dos desafios de um jovem negro. Saiba mais sobre a ficção na entrevista abaixo, conduzida por Luís Augusto Fischer.
Luís Augusto Fischer – Vem vindo aí, a partir de hoje, um novo folhetim, chamado Entre o Mundo e Eu. Conta, em linhas gerais, a história, os protagonistas, para o leitor ter uma ideia de que se trata.
Marlon Pires Ramos – Primeiro, obrigado pela oportunidade! Dona Terezinha me ensinou que sempre é importante agradecer. Obrigado. Bom, essa é uma história de um jovem negro, tentando sobreviver nessa Porto Alegre de meu Deus. Tem um romance com a Natália no meio da história. Ele mora em Viamão com sua avó, mas todos os afazeres e toda sua vida está em Porto Alegre. Um turista todos os dias na capital. Ah, o nome vem de um livro, do mesmo nome, que é basilar na minha construção. Entre o Mundo e Eu, Ta-Nehisi Coates. Essa ficção é uma tentativa de falar sobre esse espaço, esse vazio, essa barreira, entre essa nossa capital e as pessoas, entre Porto Alegre e eu.
Luís Augusto Fischer – Essa narrativa nasce de experiências pessoais tuas? Não precisa abrir todo o jogo...
Marlon Pires Ramos – Sim, tem bastante coisa minha sim, mas não tudo. Só o necessário. Eu acho hahah.
Luís Augusto Fischer – Até aqui tu escreveste muita coisa, como um livro de cartas (A vitória do afeto), o Marlírico, de poesia, e alguns ensaios/crônicas, inclusive aqui na Parêntese. Conta um pouco desses dois livros, por favor.
Marlon Pires Ramos – Obrigado pelo muita coisa. Vale muito. Marlírico é meu nascimento, meu primeiro filho, a primeira obra. Desde 2007 escrevo alguns textos/poesias soltas. E, em meados de 2017, viro a chave, e afirmo a ideia: quero escrever! Tenho que agradecer aqui: Eliane Marques e ao Ronald Augusto, que viram qualidade no meu trabalho, na minha poesia, e logo depois em 2018 nasceu Marlírico.