Confira todos os textos da edição #321
- Entre o Mundo e Eu – Capítulo I, por Marlon Pires Ramos
- Marlon Pires Ramos, entre sorrisos e lágrimas, por Luís Augusto Fischer
- Vida na Pinguela, por Luís Augusto Fischer
- Todas as artes juntas, e mais uma, por Alfredo Fedrizzi
- Porto Alegre, 1911: A árvore e seu monumento, uma inutilidade ou algo mais?, por Arnoldo Doberstein
- As velhas e suas falas, por Fernando Seffner
- Tempo de fúria e desmedida, por Juremir Machado da Silva
- O rock gaúcho – Parte III, por Arthur de Faria
- Com rima e sem solução: ato, fato e Pilatos, por Homero Vizeu Araúho
- A vida retoma o ritmo – e as leituras que se adaptem, por Carlos André Moreira
- Cordel do Corte Raso, por Gonçalo Ferraz
Os Jetsons, os Brasas: Luis Vagner
Quem divide com os Cleans o posto de primeira banda significativa do rock gaúcho são os The Jetsons. Não foi com esse nome que se tornaram assim significativos, mas já explico.
Vamos do começo: há quem afirme que eles foram os primeiros a sair do rock instrumental para começar a cantar. Mas a maior autoridade no assunto, o saudoso Mutuca (Carlos Eduardo Weyrauch, de quem muito falaremos) garantia: antes de se arriscarem com um vocalista, os Jetsons frequentavam os ensaios d’Os Cleans para ver como é que se fazia.
Seu grande trunfo era seu líder: um molequinho fabuloso. Guitarrista, negro (e negros sempre foram raridade no rock gaúcho), com 15 anos de idade, ele vinha de Santa Maria, mas tinha nascido em Bagé (20/04/1948), 350 quilômetros a sudoeste da capital Porto Alegre, fronteira com o Uruguai.
Era filho de pai negro e mãe indígena.