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Pensa um homem jaguara

Parêntese #310

Pensa um homem jaguara
Foto: Agência Senado

Confira todos os textos da edição #310

Tudo as polícia tava atrás dele: a federal, a brigada, até os guardinha que cuida de pixação na praça tava no rastro dele. Digo: mas o que que você fez, homem de Deus? Não, deixa quieto. 

Só sei que ele tava lá com a tronozeleira eletrônica, sabe. Daqui prali, só podia ir no mercadinho, que aquele troço apitava lá na polícia e os homem vinha tudo ver onde que ele tava, se ele varava aquele limite, né. Ah porque eu tenho que levar o cachoro passear, diz ele. Não: era daqui até ali. O cachorro que cague entremeio. 

Aí foi assim até que o loco ele decidiu largar. Que o juiz lá decretou prisão pra ele, ia pra cadeia de vereda, o traste. Bá… Aí ferveu a guarapa. Que o cara esse que eu te conto ele não era flor que se cheire, mas na hora que apertava o botão… o dele, no causo, aí era pernas pra que te quero.