Confira todos os textos da edição #304
- COP30, Belém do Pará e as mangas, por Tatiana Kuplich
- Visita ao museu das culturas mediterrâneas em Marselha, por Juremir Machado da Silva
- Serranos na várzea – Parte 2, por Geraldo Hasse
- Erico Verissimo, um contador de histórias, por Paulo Ricardo Stefaniak
- Centenária: Maria, vó minha - Capítulo 9, por Tiago Maria
- Diário da guerra do sono: Capítulo IIII – Um apartamento, por Cristiano Fretta
- Sem medo da luz, por Duda Fochzato
- Leiam A mulher de dois esqueletos, por Marcelo Martins Silva
- Cai o pano, por Théo Amon
Nascemos pelados, sujos
Com medo da luz
Um parto para o desconhecido
Vivemos tal qual um bovino esperançoso
Água, pasto, baias conforme a terra
Moscas no rabo do enfermo,
Enterro sem direito ao tecido
De lá pra cá, renascemos a cada anoitecer
Miram olhos esbugalhados frente ao medo
E o sono tranquilo do ventre materno
Relembra a fragilidade da pele cansada
Vamos como viemos, sem entender o derradeiro momento
Se o amor não nos disser nada,
Se a dor também se abster
Foi em vão nossa morada,
Falhamos miseravelmente nisso de viver.