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Sonhar é cair devagar

“Malembe, malembe”, diria-nos o kota. Como se vive um sonho, senão permitindo que ele se transforme? Deixando espaço para o imprevisível, para o frágil, para o humano? Como psicanalista, acompanho no cotidiano o terror — e o fascínio — de consentir aproximar-se do inominável desejo. Digo inominável,

Sonhar é cair devagar
Foto: Acervo de Samantha Buglione