Nesta edição, começamos com um texto vindo dos nossos vizinhos gaúchos. Mintxo, pseudônimo do jornalista uruguaio Fermín Méndez, escreve, em tradução de Karina de Castilhos Lucena, sobre a paixão de juventude de Pepe Mujica: a bicicleta. O ciclismo atravessou diferentes fases da vida do ex-presidente uruguaio: do sonho infantil de se tornar atleta profissional às viagens que fez pelo país, até a carreira política, quando percorria as cidades de bicicleta para conversar com a população.
Jandiro Adriano Koch entrevista Antônio Carlos Maciel, artista gaúcho com obras expostas em museus do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de Madri, na Espanha. A conversa se concentra em uma das marcas do artista: a criação de seres sem sexualidade definida – figuras que, a depender da percepção de quem as observa, podem ser vistas como masculinas ou femininas.
No último texto da série sobre os 400 anos das Missões Jesuíticas Guaranis, Artur Barcelos revisita a história para entender como, em apenas duas décadas, as missões passaram a integrar o chamado "orgulho gaúcho". Já Breno Serafini, no segundo artigo sobre a Música Parodiada Brasileira, mergulha nos anos 80 e em um grande nome para a paródia da época: Leo Jaime.
Em Sussuarana, de Alice Elnecave Xavier, a narrativa chega a 2020, quando a protagonista enfrenta o isolamento e a rotina virtual em meio à pandemia de Covid-19. Gonçalo Ferraz apresenta o 14° capítulo d’O Cordel do Corte Raso, que será dividido em duas partes.
Pelas mãos de Sergio Faraco, chega uma crônica sobre a fugaz relação de um jogador de futebol. Iami Gerbase, por sua vez, levanta questionamentos sobre o uso da IA no nosso dia a dia: é mais fácil mesmo? E queremos que seja?
Em preparação para o filme Odisseia, que estreou nesta semana, Abrão Slavutzky resenha a obra clássica que inspirou a produção cinematográfica. E, ainda no universo dos cânones, Juremir Machado da Silva cede seu espaço a Gilberto Schwartsmann, que aproxima literatura e medicina ao percorrer grandes clássicos literários.
Para encerrar, também nas linhas da grande literatura, Graça Craidy traz um ensaio visual sobre Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa – a obra, aliás, é o tema da oficina de escrita do nosso editor, Luís Augusto Fischer, no segundo semestre. Leia mais logo abaixo.
Boas leituras!

No dia 6 de agosto, o professor, fundador e editor da Parêntese, Luís Augusto Fischer, inicia a oficina de escrita Aprendendo com Grande Sertão: Veredas, que celebra os 70 anos da primeira edição do romance de João Guimarães Rosa, publicada em 1956 pela Livraria José Olympio Editora. Na oficina, a cada semana, os participantes lerão entre 30 e 45 páginas do livro, com leitura comentada, extraindo de cada uma dessas partes um tema sobre o qual os inscritos serão convidados a escrever narrativas. Ao todo, serão 15 encontros online entre julho e novembro. As inscrições podem ser feitas aqui, e apoiadores e apoiadoras da Matinal têm 250 reais de desconto.