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✉️ Pepe Mujica, ciclista

Parêntese #335

✉️ Pepe Mujica, ciclista
Pepe Mujica com sua bicicleta da vida toda. Crédito: Arquivo pessoal de Lucía Topolansky

Nesta edição, começamos com um texto vindo dos nossos vizinhos gaúchos. Mintxo, pseudônimo do jornalista uruguaio Fermín Méndez, escreve, em tradução de Karina de Castilhos Lucena, sobre a paixão de juventude de Pepe Mujica: a bicicleta. O ciclismo atravessou diferentes fases da vida do ex-presidente uruguaio: do sonho infantil de se tornar atleta profissional às viagens que fez pelo país, até a carreira política, quando percorria as cidades de bicicleta para conversar com a população. 

Jandiro Adriano Koch entrevista Antônio Carlos Maciel, artista gaúcho com obras expostas em museus do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de Madri, na Espanha. A conversa se concentra em uma das marcas do artista: a criação de seres sem sexualidade definida – figuras que, a depender da percepção de quem as observa, podem ser vistas como masculinas ou femininas.

No último texto da série sobre os 400 anos das Missões Jesuíticas Guaranis, Artur Barcelos revisita a história para entender como, em apenas duas décadas, as missões passaram a integrar o chamado "orgulho gaúcho". Já Breno Serafini, no segundo artigo sobre a Música Parodiada Brasileira, mergulha nos anos 80 e em um grande nome para a paródia da época: Leo Jaime.

Em Sussuarana, de Alice Elnecave Xavier, a narrativa chega a 2020, quando a protagonista enfrenta o isolamento e a rotina virtual em meio à pandemia de Covid-19. Gonçalo Ferraz apresenta o 14° capítulo d’O Cordel do Corte Raso, que será dividido em duas partes. 

Pelas mãos de Sergio Faraco, chega uma crônica sobre a fugaz relação de um jogador de futebol. Iami Gerbase, por sua vez, levanta questionamentos sobre o uso da IA no nosso dia a dia: é mais fácil mesmo? E queremos que seja?

Em preparação para o filme Odisseia, que estreou nesta semana, Abrão Slavutzky resenha a obra clássica que inspirou a produção cinematográfica. E, ainda no universo dos cânones, Juremir Machado da Silva cede seu espaço a Gilberto Schwartsmann, que aproxima literatura e medicina ao percorrer grandes clássicos literários. 

Para encerrar, também nas linhas da grande literatura, Graça Craidy traz um ensaio visual sobre Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa – a obra, aliás, é o tema da oficina de escrita do nosso editor, Luís Augusto Fischer, no segundo semestre. Leia mais logo abaixo.

Boas leituras!


No dia 6 de agosto, o professor, fundador e editor da Parêntese, Luís Augusto Fischer, inicia a oficina de escrita Aprendendo com Grande Sertão: Veredas, que celebra os 70 anos da primeira edição do romance de João Guimarães Rosa, publicada em 1956 pela Livraria José Olympio Editora. Na oficina, a cada semana, os participantes lerão entre 30 e 45 páginas do livro, com leitura comentada, extraindo de cada uma dessas partes um tema sobre o qual os inscritos serão convidados a escrever narrativas. Ao todo, serão 15 encontros online entre julho e novembro. As inscrições podem ser feitas aqui, e apoiadores e apoiadoras da Matinal têm 250 reais de desconto.