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Audiência pública da CMPC teve 2 horas de elogios; críticos foram vaiados

Plateia era dominada por simpatizantes da gigante da celulose, entre eles um ex-secretário de estado

Audiência pública da CMPC teve 2 horas de elogios; críticos foram vaiados
No palco, o consultor ambiental Clóvis Zimmer explica a localização da nova planta da CMPC | Foto: Alass Derivas / @derivajornalismo

Das 4 horas de audiência pública sobre os impactos ambientais da nova unidade de celulose da CMPC, duas horas foram dedicadas à apresentação do projeto e de seus impactos ambientais. Nas outras duas horas, houve uma sequência de elogios vindos da plateia. Ao longo das mais de 20 manifestações da audiência, somente três participantes fizeram críticas no encontro, realizado no Parque Municipal Nenê Naibert, em Barra do Ribeiro, entre a tarde e a noite desta quinta. 

O projeto é considerado o maior investimento privado da história do Rio Grande do Sul, com estimativas de aporte de R$ 25 bilhões. O investimento da CMPC foi celebrado pelo governador Eduardo Leite (PSD) em 2024, com direito a anúncio no Palácio Piratini. A intenção da multinacional chilena é estruturar uma planta que possa produzir até 3 milhões de toneladas de celulose por ano no município de 12 mil habitantes. Nesta quinta, ao longo da apresentação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), a AFRY, empresa contratada pela CMPC para realizar o licenciamento ambiental, fez menção aos números econômicos do projeto: 12 mil novos empregos no pico das obras, geração de energia limpa e promessas de melhoria no PIB per capita e no IDH do pequeno município.

No entanto, apesar das promessas à economia, a nova planta desperta receios quanto ao aumento de efluentes despejados no Guaíba, inclusive em áreas próximas à captação de água para Porto Alegre, além de preocupações com relação aos impactos aos povos indígenas da região de Barra do Ribeiro e à Mata Atlântica, pontos que foram minimizados pelos representantes da consultoria da CMPC.