Pelo menos desde 2023, os gaúchos vivem com o temor da próxima enchente no horizonte. Naquele ano, as cheias e os nove ciclones que atingiram o estado ocorreram em razão de um “contraste térmico” na atmosfera e a influência do El Niño. No ano seguinte, o território viveu sua maior tragédia socioambiental devido a uma somatória de fatores – dentre eles um bloqueio atmosférico, uma corrente intensa de vento e um corredor de umidade com origem na Amazônia. Mas foram as mudanças climáticas que dobraram a possibilidade da enchente e a tornaram até 9% mais intensa, conforme estudo divulgado pelo World Weather Attribution (WWA).
El Niño intenso pertence a “novo normal” climático
Fenômeno aumenta probabilidade de eventos extremos, mas sua intensidade neste ano, mais forte do que as anteriores, mostra condições especiais nos parâmetros do clima
Por
João Neto