O Cais Embarcadero se transformou em um dos principais entraves à concessão do Cais Mauá, que deverá voltar à estaca zero, conforme anunciou o Piratini na última segunda-feira. A desistência do projeto se dá em razão de pontos de vista distintos entre o governo gaúcho e o consórcio vencedor do leilão, o Pulsa RS. Por contrato, o consórcio precisaria fazer intervenções no Embarcadero, mas o executivo autorizou a extensão do contrato atual de cessão da área. Com isso, o Pulsa RS pediu reequilíbrio das contas e não foi atendido.
Ocupando uma área de cerca de 19 mil metros quadrados, pouco mais de 10% da área total do Cais Mauá, o Embarcadero reúne operações de gastronomia e lazer nos arredores do Armazém A7, próximo ao Gasômetro. Apesar de ter se consolidado como ponto turístico da capital gaúcha desde a sua abertura, a atual configuração do espaço inexiste no masterplan elaborado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que norteia o projeto de concessão do Cais Mauá, ainda que não seja de cumprimento obrigatório.