O plano de governo de Luciano Zucco (PL), governador eleito do Rio Grande do Sul, coloca no centro das propostas para o meio ambiente a recuperação e a ampliação de obras de engenharia, como elevação de diques, manutenção de casas de bombas e desassoreamento de rios. A essas promessas, soma as de atrair investimentos privados e de reduzir a burocracia.
A estratégia registrada no documento apresentado pela chapa, formada por Zucco e por Silvana Covatti (PP), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) preocupa especialistas por focar apenas em medidas paliativas, sem enfrentar as causas dos desastres climáticos, e pelos riscos da flexibilização do controle ambiental.
Em entrevista à Matinal, o cientista político Luís Felipe Fachini, pesquisador do Centro de Estudos Internacionais sobre Governo (Cegov), avalia que o documento ignora as origens dos desastres climáticos e alerta para os perigos de flexibilizar o controle ambiental. Já o economista Adelar Fochezatto, professor titular da PUCRS e ex-presidente da Fundação de Economia e Estatística (FEE), embora ressalve conhecer pouco da proposta da chapa, defendeu à Matinal o foco em alternativas de prevenção e em um planejamento de longo prazo.