Entidades empresariais e a prefeitura de Barra do Ribeiro se manifestaram a favor da fábrica de R$ 27 bilhões da multinacional CMPC Celulose a ser construída na Região Metropolitana de Porto Alegre, apontada como o maior investimento privado do estado. A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) e a Associação Gaúcha de Produtores de Florestas Plantadas (Agaflor) encaminharam notas oficiais após o Ministério Público Federal (MPF) pedir a suspensão do licenciamento da fábrica por falta de consulta, livre e informada ao povo indígena Mbyá Guarani, como determinado pela Resolução 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Assinada pelo procurador Ricardo Gralha Massia em 27 de fevereiro, a recomendação foi enviada à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e à Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). As fundações têm até 19 de março para informar se vão acatar ou não o pedido do MPF.
À Matinal, a Fepam afirmou que a recomendação está sendo analisada junto à Procuradoria Geral do Estado do Rio Grande do Sul (PGE-RS). De acordo com o próprio estudo da CMPC, há 26 aldeias indígenas que serão impactadas direta ou indiretamente. Na área de influência direta da empresa, são oito aldeias Mbyá Guarani.