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✉️ Verbas para projetos anticheias paradas, expansão de áreas urbanizadas, decisão judicial sobre Floresta da Lomba do Pinheiro e outras notícias desta quinta-feira

Edição #1706

✉️ Verbas para projetos anticheias paradas, expansão de áreas urbanizadas, decisão judicial sobre Floresta da Lomba do Pinheiro e outras notícias desta quinta-feira
Primeira obra iniciada com recursos do Firece, em São Leopoldo | Foto: Rodrigo Roland/Semae

Olá! Em abril do ano passado, a Matinal mostrou como R$ 6,5 bilhões disponibilizados pelo governo federal para obras de proteção contra enchentes no Rio Grande do Sul estavam parados na Caixa Econômica Federal, à espera de projetos do governo gaúcho. Mais de um ano depois, uma reportagem do Valor Econômico mostra que o cenário pouco mudou: quase nada do recurso foi efetivamente desembolsado. Você também vai ler:

🗺️ RS concentra 8,1% das áreas urbanizadas do país e tem 4ª maior expansão urbana

🌳 Justiça Federal mantém suspensão de obra de condomínio popular na Lomba do Pinheiro

🏳️‍⚧️ TRT-RS oferece oficinas gratuitas para população trans

🎻 Porto Alegre sedia 28º Encontro de Violoncelos do RS

Juremir Machado da Silva escreve sobre a morte de determinadas épocas, representada pelo fim da vida de importantes personagens brasileiros 

🗳️ Claudia Tajes ri da ausência de senso do ridículo entre candidatos à presidência da República e ao Senado

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Previsão do tempo: As chuvas voltam ao estado a partir de hoje. O Inmet publicou alerta laranja para tempestades, ventos intensos e queda de granizo em todo o RS. Cerca de 200 pessoas estão desalojadas ou desabrigadas devido à elevação de rios, a maioria em Jaquarão. Na capital, os termômetros ficam entre 16ºC e 20ºC, com previsão de pancadas de chuva e trovoadas ao longo de todo o dia.

Governo gaúcho deixa R$ 6,5 bilhões parados por falta de projetos anticheias

Depois das enchentes de 2024, o governo federal criou o Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece), com R$ 6,5 bilhões disponíveis para obras de proteção no Rio Grande do Sul. Um ano e oito meses depois, quase nada foi desembolsado – embora recursos tenham sido empenhados, os desembolsos não avançaram porque as obras ainda não foram concluídas.

A Matinal mostrou, em abril do ano passado, que os recursos estavam parados na Caixa Econômica Federal por falta de projetos do governo estadual. Maneco Hassen, secretário para Apoio à Reconstrução do RS à época, foi direto: "O governo estadual ficou com a missão de fazer os projetos, licitar e executar as obras; e o governo federal paga e fiscaliza. Mas desde dezembro, quando o dinheiro foi depositado na Caixa, o governo não se mexeu para nada."

A situação começou a se mover em maio deste ano, quando o governo assinou a ordem de serviço da primeira obra financiada pelo Firece: a primeira etapa da intervenção no canal de drenagem em São Leopoldo. Outras quatro obras foram contratadas, totalizando R$ 5,4 bilhões, voltadas aos sistemas de proteção do Arroio Feijó, da Bacia do Rio Gravataí, de Eldorado do Sul e da Bacia dos Sinos. A próxima ordem de serviço está prevista para janeiro de 2027 e a conclusão de todas as obras do Firece para 2031.

O secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi, afirmou ao Valor Econômico que é difícil acelerar o ritmo das obras. "São obras de grande porte, de alta complexidade, em áreas extremamente urbanizadas que tiveram que ser redimensionadas depois de 2024. O fato de ter o recurso lá é muito positivo, mas temos que lidar com a expectativa de achar que, tendo dinheiro, basta apertar um botão e a obra é executada."

O problema não é exclusivamente do RS: um levantamento do Valor Econômico no Sistema Integrado de Orçamento e Planejamento (Siop) federal revela que o orçamento de 2025 disponibilizou R$ 532 milhões para obras de dragagem e de contenção de encostas em todo o Brasil, sob responsabilidade do Ministério das Cidades. Os valores foram quase totalmente empenhados – comprometidos com o pagamento de obras ou serviços – mas somente R$ 136 milhões foram efetivamente pagos – o que reflete a conclusão de uma obra ou de uma etapa dela."Tem recurso no orçamento. Preciso que os atores façam essas obras acontecerem", disse o ministro das Cidades, Vladimir Lima, ao Valor.


O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER

RS concentra 8,1% das áreas urbanizadas do país e tem 4ª maior expansão 

Uma pesquisa, divulgada nesta terça (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base em dados de 2022, mostra a expansão urbana em todo o território nacional. O Rio Grande do Sul concentra 8,1% das feições urbanas do país, o que coloca o estado gaúcho em terceiro lugar no ranking nacional de estados com maior concentração de feições urbanizadas, ficando atrás somente de São Paulo e Minas Gerais. Na metodologia do IBGE, o conceito reúne áreas urbanizadas, vazios intraurbanos e outros equipamentos humanos, que permitem identificar a extensão da ocupação urbana nas imagens de satélite.

Com o objetivo de mapear as formas urbanas e sua distribuição no território nacional, a pesquisa também retrata a evolução do fenômeno urbano. Segundo o IBGE, o monitoramento das áreas urbanizadas “é um dos pilares mais significativos para a compreensão da evolução da sociedade e da organização do território brasileiro”, pois “revela o ritmo e a intensidade com que áreas naturais ou rurais são convertidas em padrões urbanos”. 

O estudo também mapeou o avanço da urbanização no país, entre os anos de 2019 e 2022, e os vazios intraurbanos, que são áreas não ocupadas por construções e que se encontram cercadas pelo perímetro urbano, como remanescentes vegetacionais, parques e corpos d’água. Em ambos, o RS aparece como destaque: no quesito expansão urbana, o estado apresentou a quarta maior expansão, além de exibir um incremento significativo de vazios urbanos.

Em nova decisão publicada nesta terça-feira (18), o desembargador federal Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), negou um pedido para derrubar a suspensão do desmatamento na área do empreendimento Belvedere II, na Chácara das Nascentes, no bairro Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre.

O empreendimento é um projeto de conjunto habitacional na Estrada João de Oliveira Remião e prevê a construção de 523 imóveis para moradores de baixa renda por meio do programa federal Minha Casa Minha Vida. A área é reconhecida pelo Plano Municipal da Mata Atlântica de Porto Alegre como de altíssima prioridade para a conexão de corredores ecológicos.

A decisão reforça a suspensão de 22 de julho e decorre de uma ação da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) e da Associação dos Moradores do Bairro Chácara das Nascentes. 

Na ocasião, o magistrado baseou-se em um parecer do professor Matias Köhler, da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), que corrobora outro parecer do professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e candidato a deputado federal Paulo Brack (PSOL). Os professores afirmam que há violação de diretrizes científicas adotadas pela própria Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus) nos documentos apresentados no licenciamento. Os pareceres também confirmam a existência de espécies ameaçadas de extinção na área.

A suspensão não significa a rescisão do contrato da construtora Roberto Ferreira, responsável pelo empreendimento, com a Caixa Econômica Federal, mas mantém a proteção da área enquanto os fatos e os impactos ambientais são esclarecidos.

Relembre o contexto – A Melnick Even e a Ahlert & Schneider Empreendimentos são citadas na ação como responsáveis pelo empreendimento. À Matinal, na ocasião da suspensão, a Melnick informou que não é proprietária do terreno nem responsável pela execução do projeto. As empresas teriam conduzido o licenciamento até 2025, quando a licença de instalação foi cedida e o imóvel vendido para a Caixa Econômica Federal. A construtora Roberto Ferreira assumiu a licença.

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TRT-RS oferece oficinas gratuitas para população trans

Estão abertas as inscrições para a qualificação profissional gratuita oferecida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-RS) à população trans na capital gaúcha. A segunda edição do projeto TransFormando Vidas no Mundo do Trabalho disponibiliza dois cursos relacionados à gastronomia. Entre setembro e outubro, docentes do Senac-RS ministram aulas matutinas, de segunda a sexta-feira, nas oficinas “Petiscos e comidas de boteco: preparo e apresentação” e “Atendimento e Hospitalidade para Bares e Restaurantes”.

O prazo para registrar o interesse em participar vai até sexta-feira (21), e a inscrição deve ser feita por meio deste formulário. Serão aceitos homens e mulheres trans, travestis, transmasculinos e não binários maiores de 18 anos, mediante comprovação de residência e de situação de vulnerabilidade socioeconômica. As aulas ocorrerão na sede do Senac, no Centro. 

OUTRAS NOTÍCIAS
O Acampamento Farroupilha 2026, que ocorre de 29 de agosto a 20 de setembro, terá mais de 120 atrações abertas ao público. Confira a programação completa.
Duas novas academias ao ar livre foram instaladas em praças da capital: na Praça da República, no bairro Vila Ipiranga, e na praça Ruy Teixeira, no bairro Petrópolis. Ao todo, Porto Alegre conta com 115 dessas estações de saúde ao ar livre.
Hoje as unidades móveis da Secretaria Municipal de Saúde levam atendimento a comunidades do bairro Santa Tereza, das 8h às 17h, e do bairro Anchieta, das 8h30 às 13h30. Estarão disponíveis vacinas do calendário, consultas médicas, coleta de citopatológico e aplicação de medicação injetável.
A Unidade de Saúde Conceição deverá ser transferida para o mesmo terreno da Escola Estadual de Educação Básica Dolores Alcaraz Caldas, no Jardim Ipiranga. Enquanto a nova estrutura não é construída, contêineres serão instalados no local.
Foi inaugurado ontem, no Hospital Criança Conceição, o ambulatório Prisma, voltado ao atendimento de crianças com transtorno do espectro autista (TEA). O espaço foi projetado para o acolhimento e conta com controle de luzes e atenuação de sons. A estimativa é que 55 crianças sejam acompanhadas.
Uma nova medida pretende acelerar a resposta a alterações na qualidade da água do Rio dos Sinos. O protocolo foi aprovado pelo Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comitesinos) após um episódio, registrado em abril, onde os moradores de diferentes municípios relataram alterações de gosto e odor na água.
A Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher da Polícia Civil do Rio Grande do Sul registrou, até o momento, 52 casos de feminicídio no Estado em 2026. 
Novas regras para doação de sangue anunciadas pelo Ministério da Saúde foram aprovadas por hospitais do Rio Grande do Sul e passarão a valer a partir de outubro: idosos com mais de 70 anos poderão doar, e pessoas com piercing, tatuagem, maquiagem definitiva ou que realizaram intervenções estéticas também – neste caso, é preciso esperar pelo menos sete dias após o procedimento, e comprovar que foi realizado em local que cumpre com normas de segurança sanitária. 
Juremir: “Passa o tempo, passam as tecnologias, passam as culturas, passamos todos nós. Alguns deixam marcas. O tempo, porém, apaga rastros e ilusões.”

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Radar político
Mudanças climáticas no centro: confira, em matéria do Correio do Povo, as propostas dos candidatos ao governo do RS para mitigar os efeitos da crise no estado. 

Do zero ao R$ 1 milhão: os candidatos ao Piratini declararam seu patrimônio à Justiça Eleitoral. Gabriel Souza (MDB) possui o valor mais alto, enquanto César Pontes (PCO) afirma não ter nenhum bem. Veja a situação dos demais candidatos. 

Neste ano, 69 mulheres disputam vaga ao Senado, número que supera os registros de eleições anteriores. Em 2022 foram 58 candidatas, enquanto em 2018 chegaram a 62.

Perderam o senso do ridículo

A campanha mal começou e duas imagens pavorosas no Instagram já agrediram os olhos do eleitorado. Duas imagens geradas por IA que mereceriam uma análise psicanalítica isenta, mas eu não conheço nenhum psicanalista isento a quem perguntar. Ainda bem.

Leia a coluna na íntegra


CONTEÚDO PUBLICITÁRIO

CULTURA

Porto Alegre sedia 28º Encontro de Violoncelos do RS

Foto: Bruna Bittencourt

Desde domingo (16/8), a capital sedia o 28º Encontro de Violoncelos do RS. Entre as principais atrações da programação gratuita está o Concerto Tríplice, de Beethoven, que será apresentado pela OSPA, na sexta-feira (21/8), às 20h, na Casa da OSPA, sob regência de Ligia Amado.

No sábado (22/8), às 17h, ocorre o concerto das Orquestras de Violoncelo do 28º Encontro, sob regência de Neemias Santos, no Salão Nobre do novo prédio do Instituto de Artes da UFRGS.

No domingo (23), às 11h, na Casa da OSPA, o Concerto Bi-Nacional, de Arthur Barbosa, será executado pelas orquestras do encontro, pelo Grupo de Cellos dos professores, pela Orquestra de Câmara da OSPA Jovem e pelos solistas Núria Rosa Muntañola e Milene Jorge Aliverti. Saiba mais aqui.


Muito obrigado pela sua leitura! Quem apoia a Matinal segue conosco com uma curadoria de agenda cultural para o final de semana. Quer ler agora? Então apoie e leia hoje mesmo! Até a próxima edição!