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✉️ As 3,4 mil moradias moradias em áreas críticas da capital e as rejeições de emendas ao Plano Diretor: as notícias desta segunda

Edição #1617

✉️ As 3,4 mil moradias moradias em áreas críticas da capital e as rejeições de emendas ao Plano Diretor: as notícias desta segunda

Bom dia! A repórter Valentina Bressan acompanhou a apresentação do Plano Municipal de Redução de Riscos e mostra os principais dados e objetivos do estudo, que não será incorporado ao Plano Diretor.

Falando nele, a votação entra hoje na quinta semana. Levantamento de Pedro Pereira mostra que os vereadores já passaram cinco sessões apenas rejeitando emendas ao texto.

Também repercutimos uma pesquisa do TCE sobre o diagnóstico de alunos com Transtorno do Espectro Autista no Rio Grande do Sul e o atraso na produção de legislações sobre o tema. Ainda sobre escolas, destacamos uma reportagem do portal Lunetas sobre a importância de crianças irem à escola a pé.

Nas colunas, Juremir Machado da Silva escreve sobre um Brasil ainda dividido ideologicamente. Já Roger Lerina resenha o vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza, Pai Mãe Irmã Irmão.

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Previsão do tempo: A semana começa com predomínio de sol e um leve aumento na temperatura, cuja máxima será de 29°C em Porto Alegre.

Plano de Redução de Riscos mapeia 3,4 mil moradias críticas em Porto Alegre

Apresentado na última sexta-feira, o relatório do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) aponta que ao menos 8,5 mil porto-alegrenses vivem nas áreas de risco pesquisadas. O levantamento não contemplou todo o território da cidade, mas teve foco em zonas críticas de assentamentos urbanos precários. Foram incluídas regiões dos bairros Bom Jesus, Jardim Carvalho, Partenon, Vila São José, Coronel Aparício Borges, Vila João Pessoa, Arroio Feijó e Ilha dos Marinheiros. Essas pessoas vivem em 3.448 moradias.

Voltado ao desenvolvimento de políticas públicas, o plano propõe 24 medidas estruturais e não estruturais, com custo estimado em R$ 88 milhões, incluindo obras de drenagem, contenção do fluxo de água e ações como a criação de Núcleos Comunitários da Defesa Civil.

“Algumas obras de porte menor, na casa das dezenas de milhares de reais, já ajudariam algumas famílias na redução dos riscos. Mas há obras de grande porte: estimamos que as obras no Arroio Moinho superem os 18 milhões de reais”, exemplificou um dos coordenadores do PMRR e professor da UFRGS, Guilherme Oliveira.

A pesquisa, iniciada em 2024, foi financiada pelo Ministério das Cidades. Ao todo, 20 cidades brasileiras participaram do programa federal. Após as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, o estudo passou a dar mais atenção às inundações, além dos deslizamentos. O PMRR, no entanto, não deve ser incorporado ao Plano Diretor, que já dispõe de um mapa de riscos em seu anexo. Ainda assim, a elaboração do plano ajuda na priorização de acesso a programas federais como o PAC Encostas e o PAC Drenagem.

Leia a reportagem completa:

Plano de Redução de Riscos mapeia 3,4 mil moradias críticas em Porto Alegre
Apresentado na última sexta, levantamento de áreas de risco para deslizamentos e cheias não deve integrar Plano Diretor oficialmente

O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER

Câmara emplaca cinco sessões apenas rejeitando emendas ao Plano Diretor

Passada mais uma semana de votação do projeto de revisão do Plano Diretor Urbano Sustentável (PDUS), a Câmara Municipal de Porto Alegre rejeitou mais 43 emendas ao texto encaminhado pelo governo de Sebastião Melo (MDB). Todas as propostas eram provenientes do Fórum de Entidades, grupo que reúne integrantes da sociedade civil.

Depois de quase um mês em tramitação no plenário, os parlamentares já votaram 268 emendas ao projeto do PDUS, com 36 aprovações e 232 rejeições. A semana começa sem perspectiva de votação em blocos, forma de acelerar a tramitação.

Entre as emendas rejeitadas (confira todas abaixo), estão ao menos duas de cunho social. Uma vinculava a contrapartida da valorização imobiliária do 4º Distrito à regularização nas vilas locais. Outra exigia que os planos locais indicassem Zonas Especiais de Interesse Social em suas áreas, para que elas se tornassem prioritárias no recebimento de contrapartidas. Outra emenda rejeitada versa sobre a composição do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (CMDUA), colegiado responsável pela política urbana. Com a decisão, os vereadores mantiveram a ampliação de poder no órgão proposta pela prefeitura.

Sem perspectiva de acordo, Câmara ainda tem 133 emendas do Plano Diretor para votar
Parlamentares estão há cinco sessões sem aprovar nenhuma emenda. Base manteve ampliação de poder da prefeitura no CMDUA

Diagnóstico de alunos com TEA cresce no RS, mas municípios ainda ficam aquém na produção de legislações específicas

O número de alunos com suspeita ou diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas escolas municipais do Rio Grande do Sul cresceu 78,8% de 2023 a 2025. Os dados são resultado de um levantamento realizado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) no último ano, contando com respostas de 487 dos 497 municípios gaúchos. A pesquisa, uma solicitação do Ministério Público de Contas (MPC), aponta para um cenário de falta de profissionais especializados para atendimento escolar e demora no diagnóstico. 

Entre todas as prefeituras respondentes, apenas 43 municípios gaúchos informaram possuir legislações específicas para orientar a identificação precoce de crianças com TEA nas escolas. Existem alguns avanços, embora ainda limitados: a maioria das gestões (69%) já realizou treinamentos com profissionais da educação para detecção dos sinais de autismo. Mesmo assim, as capacitações ofertadas foram de, em média, apenas quatro horas. A falta de estratégias intersetoriais entre as pastas educação, saúde e assistência social — ausente em 70% dos municípios — agrava a demora no diagnóstico de TEA, que chega a um ano.

Uma vez diagnosticadas, também faltam profissionais especializados para inserir as crianças com TEA nas escolas regulares: pouco mais da metade das cidades conta com o cargo específico de professor de Atendimento Educacional Especializado. Cerca de 10% dos municípios informaram ter fila de espera para o atendimento especializado, o que aponta para uma sobrecarga dos profissionais.


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Fazer o percurso até a escola a pé permite que crianças descubram a cidade

Em tempos em que a segurança pública é uma das principais preocupações das famílias brasileiras, o hábito de ir até a escola a pé vem se perdendo – e impede muitas crianças de explorar seus territórios. Uma reportagem do portal Lunetas revela como o caminho de casa até a escola é mais do que um deslocamento: fortalece a relação dos pequenos com o lugar onde vivem, além de estimular a autonomia. Mas o caminho não é igual para todas as crianças. Para algumas, caminhar pela cidade significa se deparar com manifestações culturais diversas. Para outras, o contato com a cidade é permeado pela violência e a vulnerabilidade.

Uma pesquisa da Universidade de Harvard aponta formas como o lugar onde as crianças crescem impacta seu desenvolvimento em setores que vão da saúde à aprendizagem. O estudo chegou à conclusão de que crianças negras e brancas tinham experiências muito distintas no espaço urbano, que influenciam seu futuro acesso a oportunidades de trabalho ou a exposição à violência.

OUTRAS NOTÍCIAS
O ciclo de debates “Que cidade é Essa?” debate a Operação Urbana Consorciada Nova Ipiranga. As conversas estão marcadas para começar às 18h, na sede SindBancários.
A prefeitura abriu hoje as inscrições para entidades privadas interessadas em integrar o comitê do Programa + 4D, projeto criado para acelerar o desenvolvimento no 4º Distrito.
Em entrevista ao Jornal do Comércio, o diretor-geral da CMPC no Brasil, Antonio Lacerda, revelou que há um risco da planta em Barra do Ribeiro ser inviabilizada se as licenças para o projeto não forem emitidas até setembro.
Vale lembrar: há um mês, o MPF recomendou a suspensão da licença até que as comunidades indígenas próximas sejam ouvidas. O tema mobiliza empresários, que se colocam a favor da proposta, que prevê aportes de 25 bilhões no estado.
Descentralizando a cultura: a Feira do Livro da Restinga terminou ontem. Mas abril ainda reserva um novo evento do tipo, no Jardim Leopoldina, a partir do dia 23. Ambos eventos são promovidos pela Câmara Rio-Grandense do Livro.
Falando em livros e escrita, a Ajuris lança hoje a 5ª edição do seu prêmio de redação nas escolas. A iniciativa é voltada a alunos da rede pública e tem parceria da Assembleia Legislativa.
Aproveitando-se de uma base eleitoral maior, mas com uma diferença de pouco mais de 500 votos, Jussara Caçapava (Avante) venceu a eleição para o mandato-tampão em Cachoeirinha.
A UFRGS informou o adiamento do início das aulas no campus de Caxias do Sul para o mês de agosto.
Levantamento de GZH indica 17 concursos públicos em aberto no RS neste momento. São 374 vagas em disputa, com salário que podem superar os 20 mil reais.

Brasil dividido ideologicamente

No sábado, saiu pesquisa do Datafolha sobre as intenções de votos para 2026. Ainda que o ano vá ser interrompido pela Copa do Mundo, a pauta eleitoral já mobiliza muita gente e gera debates.

Manchete do UOL: "Datafolha: Lula perde vantagem e empata com Flávio, Caiado e Zema no 2º turno". O que isso significa?

Dependendo do intérprete, tudo ou nada. Na prática, a direita comemora; a esquerda apavora-se, faz reuniões e tenta se salvar.

Leia a coluna completa


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Pais de crianças pequenas, leiam os livros de Catherine Doltô! - Por Armindo Trevisan
"Acaba de ser lançada uma coleção de livros para a primeira infância, que os pais talvez farão bem em lê-los, antes de seus filhos os lerem. É possível que o público gaúcho não saiba quem é Catherine. Ela é filha de Françoise Doltô (utilizo o acento circunflexo para a pronúncia francesa do nome). Françoise foi uma psicanalista e psiquiatra de fama mundial, pioneira de uma nova ciência ou, melhor, de uma nova arte médica e pedagógica, a Bebelogia."

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CULTURA

"Pai Mãe Irmã Irmão" aborda as complexas dinâmicas familiares

Foto: Imovision/Divulgação

Vencedor do Leão de Ouro no 82º Festival Internacional de Cinema de VenezaPai Mãe Irmã Irmão (2025) traz a assinatura singular de Jim Jarmusch. O filme escrito e dirigido pelo cineasta estadunidense aborda complexidades, afetos e ressentimentos das dinâmicas familiares por um viés ao mesmo tempo esquivo, sarcástico e compassivo. Leia a resenha completa de Roger Lerina.


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