Olá! A Matinal teve acesso a documentos que apontam para irregularidades na seleção do Instituto de Apoio à Gestão (IAG) para gerenciar 67 postos de saúde na capital: descumprimento de prazos e erros no plano de trabalho são alguns dos problemas. Você também vai ler:
🧑🏫 CPERS ajuíza ação popular contra PPP da educação
🎹 Cida Moreira celebra Angela Ro Ro em novo espetáculo
🙎🏽♂️ Grupos de reflexão para homens reduzem reincidência de violência doméstica no RS
🍿 Roger Lerina resenha o filme que levou mais de 800 mil espectadores aos cinemas na Alemanha
Daqui a pouco, às 10h, os assinantes dos planos Completo e Comunidade recebem uma nova edição da newsletter de Juremir Machado da Silva. Na edição de hoje, ele conta sobre um passeio por Inhotim.
Ganhamos do Japão! Então, a nossa promoção de Copa do Mundo segue com a seleção! Faça a sua assinatura anual do plano Completo e ganhe 30 reais para usar no bar Justo!
Prefeitura aprovou IAG mesmo após perda de prazo e proposta com erros
Vencedor da licitação para gerenciar 67 postos de saúde nas zonas leste e norte da capital, o Instituto de Apoio à Gestão (IAG) descumpriu dois prazos e apresentou um plano de trabalho com erros nos valores, como consta no processo interno da prefeitura ao qual a Matinal obteve acesso. Ainda assim, foi homologado pela prefeitura em 27 de maio.
Segundo o edital, o IAG precisava enviar as propostas até às 16h de 9 de março. Uma chegou 34 segundos depois; outra, às 17h51, quase duas horas após o prazo.
A Procuradoria-Geral do Município (PGM) se manifestou no processo e, inicialmente, afirmou que o IAG deveria ser desclassificado. Em seguida, voltou atrás: um segundo parecer defendeu que o prazo descumpria o mínimo de 30 dias para envio das propostas e concluiu que validar o IAG atenderia o interesse público.
Outra irregularidade: a prefeitura solicitou uma correção nos custos indiretos no plano de trabalho do IAG, o que é proibido pelo edital. Os concorrentes recorreram, alegando violação do certame e vantagem indevida.
Edital será judicializado – O IAG também não possui a Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social (Cebas), selo federal que garante isenções fiscais a instituições privadas sem fins lucrativos que prestem serviços gratuitos na saúde, e que foi exigido no edital de 2022 para gestão dos postos – mas não no de 2026. Segundo a adjunta da Secretaria Municipal de Saúde, Carolina Weber, sem a isenção, o IAG não conseguiria manter os salários da gestão anterior, o que explica a redução salarial de até 60% proposta pelo IAG. O presidente do Simers, Marcelo Matias, afirma que o prefeito Sebastião Melo confirmou que este seria o motivo para a redução. A prefeitura quer pleitear o selo, mas o próprio IAG tentou em duas oportunidades e foi negado.
“A falta de exigência do Cebas nos causou estranhamento, porque este é também um certificado que atesta qualidade. Por que eles colocaram no edital de 2022 e não neste? O prefeito me disse que a exigência seria ilegal. Mas, então, o processo seletivo de 2022 foi ilegal?”, questiona Matias. O Simers pretende, agora, entrar na justiça contra o edital.Leia a reportagem completa:

O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER
CPERS ajuíza ação popular contra PPP da educação; estado e TCE terão 10 dias para se manifestar
A presidenta do CPERS/Sindicato, Rosane Zan, ajuizou uma ação popular contra a parceria público-privada (PPP) da educação, na sexta-feira (26), data em que professores estaduais se mobilizaram em greve e protestos. O leilão, previsto para o mesmo dia, foi adiado pelo governo para 23 de julho.
O CPERS alega presença de vícios e ilegalidades no processo e pede a suspensão do leilão, bem como o restabelecimento de uma decisão da Primeira Câmara do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que exigia correções no projeto antes da publicação do edital. A ação é movida contra o estado; a secretária da Educação, Raquel Teixeira; o TCE; o presidente do TCE, Iradir Pietroski; e a SP Parcerias.
A PPP, modelada pela SP Parcerias, prevê investimentos de mais de R$ 4 bilhões em 25 anos para gerir serviços não pedagógicos em 98 escolas estaduais, como reforma e manutenção.
Relembre o histórico da PPP no TCE – Uma medida cautelar de dezembro de 2024, assinada pelo conselheiro do TCE Estilac Xavier, impedia a publicação do edital até que fossem resolvidos problemas apontados pela auditoria. A Primeira Câmara do Tribunal manteve a cautelar em duas ocasiões em que a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) entrou com recursos. Em janeiro, o presidente do TCE, Iradir Pietroski, acatou um novo pedido da PGE , o que liberou o certame.
Próximos passos – Ontem, a juíza Fabiane Mocellin, da 4ª Vara da Fazenda, decidiu postergar a análise do pedido de liminar do CPERS para suspender o leilão e deu 10 dias para que o governo estadual e o TCE se manifestem, para esclarecer a legalidade do despacho de Pietroski e os critérios e cálculos usados no projeto do governo.
CULTURACida Moreira: “A música de Angela Ro Ro serve a mim como uma luva”
Uma das maiores vozes da MPB, Angela Ro Ro (1949 – 2025) terá sua obra revisitada por outro grande nome da música brasileira nesta quinta-feira (2/7), às 20h, no Teatro Simões Lopes Neto: ao piano, Cida Moreira traz a Porto Alegre o show Me Acalmo Danando, com um repertório de canções que marcaram gerações e, ao mesmo tempo, se mantêm contemporâneas.
“Minha ideia foi pegar a fina ironia dela (Angela Ro Ro) por um viés mais delicado e poético”, contou a artista ao repórter Ricardo Romanoff.
Para Cida, o show não é uma homenagem, mas uma “narrativa da obra” de Angela Ro Ro. “Não estou imitando a Angela. Estou cantando a obra da Angela. Aliás, é impossível imitá-la, porque a peculiaridade dela é uma, e a minha é outra.”
A ideia da apresentação surgiu quando Angela foi hospitalizada, em junho de 2025. “Não nos víamos desde antes da pandemia. Pensei: ‘Quando ela ficar boa, vou armar um show para nós duas’. Não deu tempo, e eu fiquei muito abalada com a morte dela”, recorda Cida.
A entrada é gratuita e os ingressos serão distribuídos na bilheteria do Multipalco, uma hora antes do espetáculo.
Leia a reportagem completa:
Até o momento, em 2026, 42 mulheres foram vítimas de feminicídio no RS. Apesar do aumento na pena, o número de casos continua crescendo. A juíza do 1° Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Foro Central I de Porto Alegre, Madgéli Frantz Machado, em entrevista ao Correio do Povo, afirmou que o enfrentamento ao feminicídio não pode se limitar à punição. Para ela, iniciativas de reeducação são essenciais para reduzir a violência.
No juizado, além de ações para apoio às vítimas, são desenvolvidos Grupos Reflexivos de Gênero, destinados a homens voluntários ou encaminhados por determinação legal. Os encontros promovem debates sobre os direitos das mulheres e os papéis de gênero.
Segundo Machado, o índice de novas ocorrências de violência doméstica entre os homens participantes é de cerca de 7%. Apesar de não haver dados recentes sobre a reincidência entre não participantes dos grupos no RS, levantamentos realizados no RJ, PR e MS revelam que cerca de 80% dos homens voltam ao sistema prisional por ocorrências relacionadas à Lei Maria da Penha.
OUTRAS NOTÍCIAS
Uma manutenção no sistema do Dmae provocará falta d’água na região das Ilhas hoje. O abastecimento deve voltar ao normal durante a noite.
O Dmae, aliás, orienta que os consumidores não realizem pagamentos durante visitas domiciliares de funcionários para regularização. O pagamento deve ser feito somente pelos canais oficiais.
A partir do segundo semestre, a Secretaria de Saúde da capital vai implementar comitês de saúde da população LGBTQIA+ nas coordenadorias gerais do município, com o objetivo de oferecer atendimento mais qualificado e acolhedor.
Em visita à Porto Alegre na sexta-feira, o ministro da Saúde Alexandre Padilha oficializou a parceria público-privada entre o Grupo Hospitalar Conceição e o BNDES, que resultará em um novo complexo focado na saúde de mulheres, crianças e adolescentes.
Aproveitando a viagem do ministro, Sebastião Melo (MDB), entregou ofício à Padilha solicitando apoio financeiro para viabilizar a ampliação do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre (HPS).
O combate ao assédio e a importunação sexual dentro dos trens embasam uma nova campanha da Trensurb. Desde a última semana, a empresa tem instalado materiais informativos no sistema metroviário, e disponibilizado um canal telefônico para receber denúncias.
Em Canoas, quatro pessoas foram indiciadas no âmbito da operação Carrasco, que investiga um esquema de maus-tratos a animais. Uma das investigadas é Paula Lopes, ex-secretária de Bem-Estar Animal do município, e também a policial civil Mari da Cunha Menezes, que teria usado o acesso a dados sigilosos para ajudar Lopes.
Com as chuvas do final de semana, 21 municípios do norte e noroeste do estado registraram estragos. Entre os danos, foram reportados bloqueios de estradas e pontes, alagamentos e transbordamento de rios. Segundo a Defesa Civil, 29 pessoas ficaram desabrigadas e 176 desalojadas.
Reitores da PUCRS, UFRGS, UFCSPA e Unisinos elaboraram uma carta de intenções aos pré-candidatos ao governo do RS. O projeto de revitalização e desenvolvimento do estado proposto na carta é guiado por estratégias baseadas em conhecimento, inovação, educação e cooperação institucional.
Após identificar práticas abusivas que elevam o preço da água em Santa Maria, o MPRS entrou com uma ação contra a Corsan/Aegea. O processo demanda a suspensão de cobranças irregulares e condena a empresa a pagar 40 milhões de reais por danos morais coletivos.


“Uma Infância Alemã” evoca as feridas abertas pela II Guerra

Lançado na seção Cannes Premiere do festival francês, Uma Infância Alemã (2025) levou mais de 800 mil espectadores aos cinemas na Alemanha. O novo filme dirigido por Fatih Akin narra a história de um garoto que vive em um uma pequena ilha alemã nos derradeiros dias da II Guerra. Leia a resenha de Roger Lerina.
Muito obrigado pela sua leitura! Quem apoia a Matinal segue conosco com uma curadoria de agenda cultural para o final de semana. Quer ler agora? Então apoie e leia hoje mesmo! Até a próxima edição!


