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Pais de crianças pequenas, leiam os livros de Catherine Doltô!

O texto que você lê abaixo é um conteúdo publicitário produzido pelo Instituto Unimed.

Por Armindo Trevisan

Acaba de ser lançada uma coleção de livros para a primeira infância, que os
pais talvez farão bem em lê-los, antes de seus filhos os lerem.

É possível que o público gaúcho não saiba quem é Catherine. Ela é filha de
Françoise Doltô (utilizo o acento circunflexo para a pronúncia francesa do nome). Françoise foi uma psicanalista e psiquiatra de fama mundial, pioneira de uma nova ciência ou, melhor, de uma nova arte médica e pedagógica, a Bebelogia.

É certo que, até os Anos Cinquenta, não se costumava dar atenção às crianças
como objeto de conhecimento científico. Na época, as pessoas ficavam à espera de que as crianças chegassem ao “uso da razão”. Chegou-se a pensar que as crianças, antes dessa “erupção”, ou seja, daquilo que veio a chamar-se “auto-consciência”, não mereciam atenção especial, salvo a afetiva. Até o Doutor da Igreja, São Tomás de Aquino, dava importância singular ao fato de, por ocasião do uso da razão, ocorrer um ato implícito de aceitação da vida, daquilo que mais tarde Gilbert Keith Chesterton denominaria “o juramento cósmico de fidelidade”, ou com mais clareza, (explicando o ponto de vista de São Tomás), antes que ocorresse um ato (que, na opinião do Santo) poderia ser inconsciente): o da livre da aceitação da vida – da vida em si, mesmo que pessoas não crentes o fizessem, sem pensar num Criador. Exemplifiquemos: Albert Camus rejeitou o suicídio por motivos diferentes dos motivos que levam os que crêem em Jesus a praticá-lo. Segundo o famoso escritor, ele optava por permanecer vivo por solidariedade com os homens que lutam para conferir sentido à luta em favor da vida. Seu romance “A Peste” ilustra seu pensamento. São Tomás, e muitos teólogos cristãos, afirmam que, mesmo para um crente, o juramente de fidelidade à vida precisa realizar-se – e se realiza – em cada ser humano quando cada recém-nascido aceita viver, valorizando a vida recebida de seus pais, e desejando, instintivamente, conservá-la.

Um teólogo de renome, Romano Guardini, retoma um pensamento de um
romancista católico, Georges Bernanos (1888-1948), o qual dizia: “É preciso aceitar-se. Isto não é fácil. Mas a graça das graças seria aceitar-se como um membro sofredor de Jesus”.

Como poeta, prefiro afirmar: seria melhor aceitar-se como um membro que espera ser plenamente feliz de acordo com a promessa de Jesus ao Bom Ladrão: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso”.

Perdoem-me, caros leitores e leitoras!

Perdi-me numa digressão talvez compreensível, mas um tanto longínqua do
objetivo que me propus nesta crônica: o que pretendo é recomendar uma série de livros que têm como leitores crianças de até dez anos.

Volto a insistir: a médica, haptonoterapeuta e socióloga, Catherine Doltô
escreveu, de parceria com sua amiga editora CollinePoirée, uma série de livros lúcidos de leitura fácil, realistas, pedagogicamente de alto nível, para facilitar às crianças a compreensão de seu universo.

Vejam os títulos dos primeiros seis volumezinhos da Editora Blucher, de São
Paulo: “Respeite meu corpo”, “Escutar e se escutar”, “O Hospital”, A Cirurgia”, “Falar da Morte” “No Psicólogo”. São livros de preço acessível, de apresentação gráfica atraente, inclusive coloridos.

Qual sua utilidade principal?

Além de interessarem às crianças, penso que os volumezinhos interessarão aos
pais. Confesso que, ao lê-los, voltei a ser uma criança, tornei-me provisoriamente um bebê evolutivo, transportado à minha condição de bebê. Criei-me, sem dúvida, num ambiente de muita afeição, porém sem a mínima compreensão do que seria o mundo adulto.

Pergunto-me: por que não ser introduzido no mundo dos adultos sem sofrer os
assédios de uma racionalidade agressiva, de uma pedagogia não raro repressiva? Por que não levar em consideração o fato concreto de que a criança é um ser completo, como um botão de rosa já é a rosa cantada pelos poetas, considerada a “Rainha das Flores”?

Pais de crianças pequenas, interessem-se em adquirir os seis volumezinhos que acabam de ser editados, promovido pelo Sistema Cooperativo Empresarial Unimed-RS, representado pelo Dr. José Milton Cunha Mirenda. Os textos de Catherine foram traduzidos pela Comunicóloga, Pesquisadora e Professora Juliana Tonin, e são de uma sóbria fluência, que nada esconde das crianças sobre os temas abordados, mas que o faz com tal finura e escolha dos assuntos, compatíveis com as crianças, que até me emocionei. Um dos temas, o da Morte, que se costuma esconder das crianças, as autoras o tratam num volumezinho com delicadeza.

A esse respeito, eu gostaria de “iluminar” semelhante aspecto “enigmático” da
vida mediante a luz suplementar, não de uma crença propriamente, mas da luz da
Poesia, à qual um grande filósofo, Henri Bergson (1859-1941) recorria, a partir de um fato: o de que a maioria das pessoas admite que a Vida é coisa boa, e que nós precisamos crer em nossos instintos, que por sua vez nos sugerem imaginar a sobrevivência final.

Elogio Catherine por adotar uma posição à parte da Religião. Ela prefere situar-se no plano ético normal dos Direitos da Criança, proclamados em 1948 pela ONU, numa sessão memorável. É pena que nem todos adotem essa Declaração no nosso mundo atual.

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