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Entre golpes e paixões: gabo islaz vive o desamor em ringue no single “Nocaute”

Músico gaúcho lança o segundo single de seu disco nesta terça-feira (14)

Entre golpes e paixões: gabo islaz vive o desamor em ringue no single “Nocaute”
Fotografia de gabo islaz. Por: Gabriela Felin

Um ringue de luta, “paixões de corredor”, golpes de boxe, luzes e flashes, gritos e uma plateia que acompanha e julga tudo o que acontece. O cenário é melodramático e o resultado é fatal: o eu lírico é nocauteado e por pouco sai vivo dessa confusão. E o narrador- personagem da história? É o músico gaúcho gabo islaz*, que lança no dia 14/4, o single “Nocaute”, segundo de seu primeiro disco, intitulado “Do latim re-cordis, voltar a passar pelo coração”.

Direto ao ponto, o artista narra, em praticamente um minuto e meio, uma crônica que consegue desenvolver introdução, conflito, clímax e desfecho. E em contramão à situação intensa, a escrita de gabo islaz se destaca por ter uma linguagem simples e objetiva. Irônico, o artista brinca com a metáfora do nocaute para falar de uma experiência universal, que é ao mesmo tempo sofrida e empolgante: a de se apaixonar. 

Fotografia de gabo islaz. Por: Gabriela Felin

Do futebol ao boxe!

Um aspecto interessante do trabalho de gabo é a sua conexão com os universos da música e do esporte. Desde a capa do disco, que foi divulgada nas redes sociais do artista, às capas dos singles “Me Deixei” e “Nocaute”, ao próprio contexto de produção das canções e ao campo semântico utilizado nas letras. 

“Sempre fui muito ativo e incentivado a praticar diferentes modalidades, parava para assistir qualquer coisa de esporte que tava dando na TV, talvez uma influência do meu avô materno (o que está na capa do disco). O futebol, em especial, é presente na minha vida desde que nasci, praticamente”, conta o artista. E, apesar da grande inspiração do mundo dos atletas, sobretudo como espectador e torcedor, gabo islaz afirma que, no entanto, seu álbum é muito mais do simplesmente que “sobre futebol”.

Segundo o músico, outra importante referência para “Nocaute” foi o documentário “When We Were Kings” (1996), que conta sobre a luta e a então vitória do icônico boxeador Muhammad Ali contra George Foreman no Zaire, atual República Democrática do Congo, em 1974. O artista conta que, na época da composição das canções do disco assistiu ao filme em um cinema de Porto Alegre e que a obra foi, de alguma maneira, “emblemática” em sua recuperação de um período difícil. 

Próximos lançamentos!

Antes do lançamento do disco “Do latim re-cordis, voltar a passar pelo coração”, previsto para o dia 26 de maio de 2026, gabo islaz solta mais um single para o público, programado para o dia 5 de maio. 

Sobre gabo islaz

É músico, compositor, instrumentista e cantor de Porto Alegre (RS). Começou a se envolver com o universo musical ainda na infância, aprendendo a tocar violão aos 11 anos de idade. Segundo gabo, sua primeira banda veio logo depois, aos 12 anos, após ganhar a primeira guitarra, usada e que estava em um depósito da escola onde sua avó era professora. 

Mais tarde se matriculou, graças aos incentivos da mãe, em um curso de música para alunos vindos de escolas públicas, na extensão da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde estudou até terminar o colégio. Na faculdade, graduou-se em música, também pela UFRGS. 

Ao longo dos anos, gabo islaz foi aprendendo a gravar suas próprias canções, do software nativo do Windows aos gravadores K7 perdidos pela casa dos avós e, durante a graduação na Universidade, desenvolveu para o TCC seu primeiro EP, “Bicicleta Sem Rodinha” (2021). O EP foi lançado em formato digital e vinil lathe-cut pela Living Waters Records, de NYC, com destaques no Bandcamp Daily e em rádios internacionais como a WFMU.

O artista já se apresentou em importantes palcos de Porto Alegre como o Teatro Bruno Kiefer e o Agulha, esse último abrindo para Ale Sater (Terno Rei) a convite da Balaclava Records.

Ficha técnica:

Gabriel Islaz: produção, voz, guitarras, baixo, mellotron, sintetizador, violão e meia-lua

Bruno Fonini: bateria

Bernard Simon: co-produção

Matt Gunn: mixagem

Sr. Warrior: masterização

Selo: Chupa Manga Records

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