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Exposição “Meu santo tá sem cabeça” ocupa Espaço Marilene Bertoncheli na Casa de Cultura Mario Quintana

Mostra de Erick Peres investiga memória pessoal e coletiva a partir de arquivos do bairro Ipê, na zona Leste de Porto Alegre

Exposição “Meu santo tá sem cabeça” ocupa Espaço Marilene Bertoncheli na Casa de Cultura Mario Quintana
Obra Histórias não contadas de lugar nenhum / Foto: Erick Peres/Acervo pessoal

A partir do dia 19 de março, a exposição “Meu santo tá sem cabeça”, do artista visual Erick Peres, passa a ocupar o Espaço Marilene Bertoncheli, no térreo da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria da Cultura (Sedac). A abertura ocorre às 18h, com entrada gratuita. Partindo de arquivos familiares e de vizinhos do bairro Ipê, na zona Leste de Porto Alegre, o artista investiga a relação entre memória pessoal e coletiva. A curadoria é de Marina Feldens e a produção de Ana Mattos.

Na concepção da mostra, fotografias 3x4, bilhetes, plantas e objetos cotidianos foram transferidos para a madeira com giz oleoso, em trabalhos que assumem borrões e rasuras como parte do processo e da narrativa visual. 

“Meu santo tá sem cabeça” reúne três obras inéditas. Entre elas, duas instalações: uma circular, com pequenas casas que remetem às moradias periféricas, e outra em espiral, no centro da galeria, onde o público pode ouvir a voz da mãe do artista narrando lembranças sobre a região em que viveu, acompanhada por um vídeo que mescla realidade e ficção. A exposição é a primeira selecionada pelo Edital de Ocupação do Espaço Marilene Bertoncheli a ocupar a CCMQ em 2026. 

Localizado na “esquina” da Casa, na divisa entre a Travessa dos Cataventos e a Rua Siqueira Campos, o Espaço Marilene Bertoncheli mantém diálogo direto com a rua por meio de janelas e portas voltadas para o exterior. A exposição utiliza essa característica arquitetônica para ampliar a visibilidade das obras e estabelecer uma relação com a cidade. 

Atividade paralela

A Travessa dos Cataventos recebe, no dia 10 de abril, às 14h, a atividade  “A cidade cabe na mesa e numa xícara de café”. Relacionada à exposição em cartaz, a ação organiza um encontro para dialogar sobre memória e deslocamentos pela Capital. A mediação será do ator e arte-educador Eslly Ramão e não há necessidade de inscrições prévias.

Em torno de uma mesa com miniaturas de objetos domésticos e cotidianos, o público será convidado a compartilhar relatos sobre suas casas, ruas e cidades. Ao longo da atividade, as conversas serão gravadas, e alguns trechos serão posteriormente incorporados à exposição.

O plano bianual da CCMQ é financiado pela Lei Rouanet e apresentado pela Petrobras, e conta com patrocínio direto do Banrisul; patrocínio do BRDE; apoio de Tintas Renner e iSend; e realização do Ministério da Cultura – Governo Federal – Do lado do povo brasileiro. Onde tem patrocínio, tem governo do Brasil. 

Abertura de exposição “Meu santo tá sem cabeça”

Quando: 19 de março (quinta-feira), às 18h

Onde: Espaço Marilene Bertoncheli, no térreo da CCMQ

Entrada gratuita

Encontro “A cidade cabe na mesa e numa xícara de café”

Quando: 10 de abril (sexta-feira), às 14h

Onde: Travessa dos Cataventos da CCMQ

Entrada gratuita

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