Criada como janela de difusão da produção cinematográfica e formação de público gaúcho, o projeto Adentro – Cinema Itinerante Interiorano chega a sua terceira edição, alcançando novas pessoas e territórios. A abertura acontece nesta sexta, dia 20 de fevereiro de 2026, sexta, em Ibarama. Localizada na região central do RS, a cidade serviu de locação para o aclamado "Uma em Mil" (2025), que passa às 19h, no Quiosque do Centro, seguido de debate com os realizadores, Jonatas e Tiago Rubert. Depois, o filme passa sábado (21), às 19h30min, em Sobradinho, outro cenário do longa, na Rua coberta (Av. João Antônio), também com a presença dos diretores.
Dez produções recentes do cinema gaúcho e o clássico "Saneamento Básico, o Filme" (2007), de Jorge Furtado, fazem parte da seleção do 3º Adentro. Além de Ibarama, a mostra viaja também por Maquiné, Morro Reuter, Santa Maria do Herval, Santa Tereza, Pontão, Santa Vitória do Palmar, Bagé e Mata até Tiradentes do Sul, onde o evento se encerra no dia 29 de março. A programação de cada localidade poderá ser conferida no Instagram @adentro.cine.
A curadoria propõe a exibição das obras nas cidades onde foram filmados, difundindo filmes contemporâneos de temas relevantes e acessíveis para toda a comunidade. Além do já citado título de abertura, os outros longas são "Bicho Monstro" (2024), de Germano de Oliveira, "Irmã" (2020), de Luciana Mazeto e Vinícius Lopes, "Mãos à Terra" (2025), de Sérgio Guidoux, "O Empregado e o Patrão" (2021), de Manuel Nieto Zas e "Sobreviventes do Pampa" (2023), de Rogério Rodrigues.
Nesta edição, o Adentro visita 11 localidades de até 30 mil habitantes de diferentes regiões do RS, transformando praças e outros espaços públicos em cinemas ao ar livre. A proposta também inclui debates com cineastas. Nove sessões de cinema acontecerão dentro de escolas públicas locais, algumas delas com a presença de cineastas, e duas seguidas com oficinas de introdução ao audiovisual. Uma cartilha pedagógica será entregue para uso em salas de aula durante e após o evento.
"As exibições vão ao encontro de áreas rurais, distritos e regiões de fronteira, onde a tela grande raramente chega", destaca Henrique Lahude, que assina a curadoria e divide a coordenação geral com Naomi Siviero. "O círculo se fecha. O filme, que um dia partiu como ideia e registro de imagens, retorna ao seu chão agora como experiência coletiva. Não são apenas imagens projetadas, mas uma restituição ao interior do direito de se ver com a dignidade da tela grande, transformando a estrada em um caminho necessário de volta para casa", elabora.