Um dos nomes mais respeitados da realização audiovisual no Brasil, o diretor e roteirista Jorge Furtado volta à comédia, um dos seus gêneros prediletos, em Muito Prazer (2026). Estrelado por Luisa Arraes, Daniel de Oliveira e Samantha Jones, o filme acompanha um trio que tenta salvar um motel decadente levando as fantasias sexuais dos clientes para o mundo digital.
Em Muito Prazer, Rubem (Oliveira), um motorista de aplicativo sem perspectivas, herda um antigo motel do tio, uma propriedade que ele acredita estar abandonada. Ao chegar no local, encontra Grace (Arraes), ex-funcionária do estabelecimento, que vive no imóvel fechado.

Para quitar as dívidas de ambos, eles decidem reativar o Motel Pérola e, com a ajuda de Nalva (Jones), que sabe tudo de internet, desenvolvem um plano inesperado para salvar o negócio: começam a gravar os clientes e a vender os vídeos, com identidades protegidas, para sites eróticos. O esquema se torna rapidamente lucrativo – e, como era de se esperar, perigoso.
“O cinema brasileiro tem uma longa tradição de comédias, sempre foram os filmes de maior público e de maior bilheteria, desde o tempo das chanchadas da Atlântida até hoje. Entre os 50 filmes brasileiros de maior bilheteria do século 21, 33 são comédias”, lembra Jorge Furtado.

A estrutura dramática de Muito Prazer lembra Saneamento Básico, o Filme (2007), saborosa comédia de Furtado rodada na serra gaúcha em que a precariedade de uma pequena comunidade tentando produzir um longa para cinema rende boas risadas e questionamentos éticos sobre as atitudes dos personagens. O elenco central do filme conta ainda com a atriz Drica Moraes.

Muito Prazer: * * *
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