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"As Cores do Tempo" viaja até a Paris de fins do século 19

Novo filme do diretor francês Cédric Klapisch transita entre diferentes épocas

"As Cores do Tempo" viaja até a Paris de fins do século 19
Imovision/Divulgação

Um dos mais prestigiados nomes do cinema francês contemporâneo, o diretor Cédric Klapisch retorna com o curioso As Cores do Tempo (2025). Selecionada para o Festival de Cannes, a comédia dramática acompanha quatro primos distantes que herdam uma antiga casa na zona rural da Normandia e seguem os passos de seus antepassados na Paris de finais do século 19.

Em As Cores do Tempo, o quarteto de primos viaja ao interior a velha propriedade familiar herdada, preservada praticamente intacta desde 1940. Enquanto exploram o imóvel, encontram quadros, cartas e objetos da trajetória de Adèle (Suzanne Lindon), uma jovem que viveu ali em 1895 antes de partir para Paris em busca de um novo destino.

Imovision/Divulgação

À medida que acompanham os passos dessa misteriosa ancestral, passado e presente passam a dialogar no filme. A investigação sobre a vida de Adèle revela segredos familiares esquecidos e proporciona uma viagem no tempo para a França da belle époque, mostrando as contribuições das obras de grandes artistas como Monet.

Estabelecendo paralelos entre os desafios enfrentados na França no final do século 19 e aqueles vividos pelos descendentes em 2025, a narrativa aborda temas como o universo artístico, a memória e a transformação.

Imovision/Divulgação

Suzanne Lindon, protagonista de As Cores do Tempo, é uma das jovens atrizes mais promissoras do atual cinema francês. Filha do premiado ator Vincent Lindon e da atriz Sandrine Kiberlain – em cartaz atualmente nos cinemas com a cinebiografia A Divina Sarah Bernhardt (2024) –, Suzanne é conhecida por seu trabalho em Jovens Amantes (2022), de Valeria Bruni Tedeschi.

Imovision/Divulgação

As Cores do Tempo vendeu quase 1 milhão de ingressos, transformando-se em um dos destaques do cinema francês recente. Realizador da trilogia O Albergue Espanhol (2002), Bonecas Russas (2005) e O Enigma Chinês (2013), o diretor e roteirista Cédric Klapisch conduz em As Cores do Tempo uma narrativa que transita entre diferentes épocas para refletir sobre herança, identidade e os laços invisíveis que conectam gerações – reafirmando a habilidade do cineasta em retratar personagens em momentos decisivos de suas vidas.

Imovision/Divulgação

As Cores do Tempo: * * * *

COTAÇÕES

* * * * * ótimo     * * * * muito bom     * * * bom     * * regular     * ruim

Assista ao trailer de As Cores do Tempo:

Roger Lerina

Roger Lerina

Jornalista e crítico de cinema. Editou de 1999 a 2017 a coluna Contracapa sobre artes, cultura e entretenimento, publicada no Segundo Caderno do jornal Zero Hora.

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