De 27 de julho a 2 de agosto de 2026, Porto Alegre sediará a segunda edição do FIMU/POA – Festival de Integração Musical, encontro que reunirá orquestras de projetos sociais do Rio Grande do Sul e do Ceará, além de professores e maestros convidados. Os grupos participantes desta edição são: Projeto Ouviravida, Vida com Arte da Unisinos, Orquestra Jovem PROJARI Guaíba, Orquestra Villa-Lobos, Núcleo de Orquestras Jovens de Novo Hamburgo, Orquestra Jovem Casa da Música, Orquestra Jovem Theatro São Pedro, Camerata da Universidade Federal do Ceará (UFC) e Orquestra Jovem do Rio Grande do Sul. A iniciativa é idealizada e dirigida artisticamente pelo maestro Arthur Barbosa, violinista da Ospa e maestro da Ospa Jovem.
Uma das grandes novidades deste ano é a criação de uma Programação Artística noturna aberta à comunidade, realizada de 27 a 31 de julho, sempre às 19h, na Casa da OSPA.
Durante o dia, as atividades se dividem entre a formação dos projetos e a qualificação da comunidade musical. Pela manhã, os professores convidados se deslocam até as sedes dos projetos sociais para ministrar oficinas descentralizadas. Na parte da tarde, ocorre a prática de orquestra integrada, reunindo cerca de 120 jovens músicos divididos em dois níveis (iniciante e médio/avançado).
“O FIMU-POA cresceu de forma muito consistente para esta segunda edição. Aumentamos consideravelmente o porte do festival, trazendo mais oficinas especiais e expandindo o número de grupos participantes, incluindo orquestras do interior do Rio Grande do Sul e até uma comitiva vinda do Ceará. Além disso, criamos uma programação artística diária com concertos abertos todas as noites, oferecendo ao público a chance de acompanhar de perto o resultado dessa grande integração”, comenta o maestro Athur Barbosa.
Paralelamente, o FIMU/POA promove uma série de oficinas de capacitação abertas a estudantes, regentes e educadores de toda a comunidade na Casa da Música de Porto Alegre. A programação inclui masterclasses de regência com o maestro venezuelano Simon Zerpa, além de cursos focados em improviso, confecção de palhetas para madeiras, gestão pedagógica e elaboração de projetos culturais incentivados.
"Historicamente, os festivais de música no Brasil e no mundo focam muito em atender alunos que já estão em níveis avançados. O FIMU vira essa lente para o outro lado: nós olhamos para a base, para os iniciantes. Quase não existem festivais voltados para o ensino coletivo de quem está começando, e nós viemos para suprir essa lacuna que considero essencial. O grande objetivo é fazer com que esses projetos sociais conversem entre si, permitindo que os jovens toquem juntos e tenham a oportunidade de se apresentar no palco da OSPA. É a música cumprindo a sua verdadeira função social de formar cidadãos."
O grande encerramento do festival acontece no dia 2 de agosto (domingo), às 11h, na Sala da OSPA, com o Concerto Oficial do Festival, que reunirá no palco os alunos das orquestras formadas durante o encontro. Toda a programação de concertos tem entrada franca. O FIMU/POA tem como objetivos fortalecer os projetos sociais de música, promover o intercâmbio cultural, divulgar a música clássica e incentivar a prática musical como instrumento de transformação social.