Olá! Não é novidade que a população gaúcha está envelhecendo. Dados do Departamento de Economia e Estatística (DEE) mostram que, entre 2000 e 2024, a parcela de idosos dobrou, passando de 10,6% para 20% da população. Mas será que Porto Alegre está se preparando para essa mudança? Você também vai ler:
⚖️ Mesmo sancionado, Plano Diretor ainda enfrenta impasse judicial
🌊 André Severo revisita Courbet em nova exposição no MARGS
🚶 Prefeitura deixa pedestres sem faixas de segurança após obras na Borges de Medeiros
🤖 Juremir Machado da Silva questiona se a IA vai, de fato, acabar com os empregos
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População idosa dobra em duas décadas no Rio Grande do Sul
A população gaúcha está envelhecendo: é esta tendência que a pesquisa mais recente do Departamento de Economia e Estatística (DEE) do estado revela. Em 2024, pessoas com 60 anos ou mais passaram a representar 20% da população do Rio Grande do Sul – a porcentagem dobrou desde 2000, quando este grupo correspondia a 10,6% dos gaúchos. No mesmo período, a taxa de jovens com menos de 15 anos caiu de 25,9% para 17,7% dos habitantes.
O crescimento vegetativo – diferença entre taxa de nascimentos e de mortes – do RS passou de 10,6 a cada mil habitantes em 2000 para 0,9 a cada mil em 2024. A tendência de envelhecimento populacional é global, mas o Rio Grande do Sul atravessou a transição demográfica mais rapidamente do que o Brasil, como explica o professor Mário Lahorgue, do Departamento de Geografia da UFRGS. Segundo ele, este deveria ser o momento para planejar as cidades considerando esta transformação.
“Embora tenhamos mais idosos do que jovens no estado, estamos em um momento chamado de ‘ótimo demográfico’: a razão entre o contingente de pessoas aptas a trabalhar, dos 15 aos 64 anos, e o contingente de pessoas inaptas a trabalhar é excelente. A política pública deveria aproveitar esse momento para se preparar para quando o peso desse envelhecimento for maior”, comenta o professor.
Grandes cidades europeias costumam compensar a tendência de baixa fecundidade com a imigração. Mas no estado, a natalidade diminui e a chegada de novos moradores também – e o planejamento urbano não é realizado com base nessa realidade. “No Plano Diretor, por exemplo, a demografia ficou 100% de lado. Ele foi pensado na dinâmica clássica de que as cidades crescem e precisamos organizar o crescimento. Não se leva em conta a baixa população nem o envelhecimento. Pense nos ônibus, nas calçadas – o sistema permite que idosos se movimentem na cidade?”, questiona.
Em 2024, as doenças do aparelho circulatório foram as principais responsáveis por mortes: 24,6% dos óbitos ocorreram por estas causas. Logo depois aparecem as neoplasias – o câncer – com 21,1%, seguido das doenças do aparelho respiratório (12,1%) e por causas externas (8,1%) – como homicídio, acidente de transporte e outras mortes violentas. Essas causas violentas são mais comuns entre os homens. Se eliminadas, a expectativa de vida masculina subiria 2,43 anos.
As estatísticas também indicam que a pandemia de coronavírus está, a passos lentos, sendo superada em termos populacionais: a expectativa de vida subiu para 76,49 anos no triênio 2022-2024. “Mundialmente, ainda sofremos os efeitos finais da covid-19. Agora estamos chegando ao patamar pré-pandêmico”, diz Lahorgue.

O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER
Após sanção, disputa judicial sobre o Plano Diretor continua
O Ministério Público Federal (MPF) informou à Matinal que ainda aguarda a apreciação em juízo da manifestação em que o procurador Enrico Rodrigues de Freitas defendeu a suspensão dos atos da revisão do Plano Diretor de Porto Alegre. Os textos do novo regramento urbano foram sancionados pelo prefeito Sebastião Melo (MDB) nesta terça (14), quatro dias após a petição do MPF.
A partir da sanção, o Plano Diretor Urbano Sustentável (PDUS) e a Lei de Uso e Ocupação do Solo (LUOS) foram publicados no Diário Oficial. Agora, eles têm 180 dias para regulamentação, quando entram em vigor efeitos como a liberação de prédios de até 130 metros, planos setoriais e a divisão territorial em zonas de ordenamento.
Em movimento paralelo, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) protocolou, também na terça, pedido de extinção da ação na Justiça Federal, sob o argumento de que o pedido do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/RS), que embasa a ação do MPF, perdeu o objeto: com a sanção, a impugnação da lei passa a ser competência do Tribunal Pleno do TJ, não da Justiça Federal.
Em contraponto, o CAU/RS reiterou que um regramento oriundo de procedimentos ilegais produziria “efeitos danosos e irreversíveis à ordem urbanística da capital” e aponta que, com os quatro vetos ainda a serem analisados pelos vereadores, o processo legislativo não teve fim.
A análise ficará a cargo do juiz federal Murilo Brião da Silva, da 5ª Vara Federal de Porto Alegre. Não há prazo para decisão.
O fantasma de Courbet habita a exposição de André Severo no MARGS

Há cinco anos, o artista visual e curador André Severo vasculha acervos, livros, catálogos e arquivos digitais em busca de pinturas de ondas produzidas por Gustave Courbet (1819–1877). A pesquisa resultou em mais de 80 telas em grande escala que recriam as obras originais e propõem reflexões sobre o lugar do artista francês na história da arte.
O conjunto de pinturas da exposição André Severo – A Onda de Gustave Courbet, com curadoria de Francisco Dalcol, será apresentado a partir de sábado (18/7), às 10h30, ocupando o primeiro andar do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS).
“Desde cedo, a pesquisa foi atravessada por uma convivência com o fantasma de Courbet – não como metáfora decorativa, mas como presença ativa, como uma espécie de parceiro silencioso de trabalho, cuja obra eu tentava reunir, refletir, reinterpretar e, mais tarde, reinscrever”, contou Severo à Matinal.
Na visão do artista, as ondas de Courbet – pintor ligado ao movimento realista e atuante no século 19 – antecipam características que marcariam a pintura moderna no século seguinte. “Não se trata de dizer que Courbet já fosse abstrato ou expressionista antes do tempo, mas de reconhecer que, em suas ondas, já se esboçam questões que depois se tornariam decisivas”, afirma Severo.
Leia a entrevista completa:
Na avenida Borges de Medeiros, as obras de melhoria no asfalto foram concluídas no final de maio, mas a circulação de pedestres pela região ainda está comprometida. O motivo é claro: a prefeitura não pintou novamente as faixas de pedestres, que servem para orientar e organizar o trânsito.
A requalificação asfáltica é uma das diversas ações previstas para aprimorar a circulação no Centro Histórico e foi finalizada em maio, em meio à entrega das obras do Viaduto Otávio Rocha. Mas a ausência dessa etapa tão importante para a circulação de pessoas no centro da capital tem gerado reclamações. Transeuntes relataram ao Sul21 o sentimento de insegurança sem as faixas de pedestres, apesar das sinaleiras.

OUTRAS NOTÍCIAS
Terminam amanhã as inscrições para ingresso de crianças na educação infantil da rede municipal de Porto Alegre no segundo semestre. As inscrições podem ser feitas online.
As matrículas também estão abertas para quem deseja retomar os estudos no segundo semestre: pelo menos 32 escolas municipais oferecem a modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) em Porto Alegre. Para se inscrever é necessário ter pelo menos 15 anos.
Boas novas para o seu bichano, se você mora no Partenon: a Unidade Móvel de Saúde Animal vai estar no bairro hoje, das 9h às 21h, oferecendo serviços gratuitos para cães e gatos.
Os servidores Técnico-Administrativos em Educação da UFRGS, UFCSPA e IFRS retomaram as atividades ontem. O fim da greve, que durou 139 dias e foi a mais longa da história do sindicato, foi aprovado em assembleia.
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A nova versão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) já pode ser solicitada pela internet gratuitamente. Com o Identidade Fácil, programa lançado pelo governo estadual, os cidadãos poderão encaminhar todo o processo de emissão do documento de casa e posteriormente comparecer na etapa presencial.
Juremir Machado sobre IA e o mercado de trabalho: “Tudo o que for descoberto será usado apesar das suas consequências negativas.”

CULTURA
Novo longa de Cristiane Oliveira, “Alto Uruguai”, conclui gravações

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