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Tempo de fúria e desmedida

Sobre o espetáculo "Medea", com direção de Gabriel Vilella, no Simões Lopes Neto

Tempo de fúria e desmedida
Elenco de Medea no palco do teatro Simões Lopes Neto. Foto: Juremir Machado da Silva

Confira todos os textos da edição #321 da Parêntese

Estavam todos lá. Ou quase. A comunidade cultural de Porto Alegre, especialmente a parte ligada ao teatro, foi ao Multipalco Eva Sopher, na última quinta-feira, para um coquetel na Sala Olga Reverbel e para uma exibição de Medea, com direção de Gabriel Vilella, no Simões Lopes Neto. Casa cheia, ambiente caloroso, eletricidade cultural no ar, clima bom.

Encontro assim permite muitas conversas colaterais inspiradas. É o momento em que se faz da cultura um instrumento de pertencimento social e alegrias são compartilhadas pelo simples prazer da comunicação que motiva. Fica-se sabendo de muita coisa boa sendo gestada para os próximos meses.

O coquetel comemorou a parceria da Fundação Theatro São Pedro com a Shell por meio da Lei Rouanet. A empresa agora é patrocinadora Master do teatro. Isso significa ter meios para muitas realizações e projetos.

Luciano Alabarse, presidente da Fundação Theatro São Pedro, estava radiante, ainda mais depois do sucesso recente da vinda de John Malkovich a Porto Alegre para interpretar o infame Ramirez Hoffman, do chileno Roberto Bolaño. Aproveitou para homenagear a diretora gaúcha Camila Bauer, que estava na plateia, pelo prêmio Shell de direção nacional com o espetáculo Instinto, produzido pelo coletivo Gompa. Não é todo dia que um profissional gaúcho ganha um prêmio nacional tão relevante e consagrador. Bravo, Camila!