Confira todos os textos da edição #312
- Os Homens e as Coisas, por José Mário Neves
- Estranhando Paris, por Luís Augusto Fischer
- Histórias de Autógrafos: Wim Wenders em duas fotos de seus filmes, por Carlos Gerbase
- Djalma do Alegrete: “O último abacaxi que lancei na sociedade de consumo internacional” – Parte II, por Jandiro Koch
- De Recibo de Pagamento Autônomo para Contrato por Temporada, por Márcio Chagas e Thiana Orth
- Sopram novos e bons tempos para a arbitragem brasileira, por Carlos Simon
- Lei Rouanet, dados e polarizações, por Álvaro Magalhães
- A medida das coisas humanas – Capítulo II, por Helena Terra
- A honestidade de desistir, por Carlos André Moreira
- Romance de Sandro Veronesi reinventa o tema do primeiro beijo, por Juremir Machado da Silva
Onze anos atrás, vivi um ano em Paris, com a família. Era um assim chamado “estágio sênior”, uma das muitas maravilhas possíveis para um professor universitário. E agora voltamos para cá, para umas férias planejadas para ser um reencontro com a cidade e com as nossas memórias. Os filhos tinham 8 e 4 anos, agora têm 19 e 15, e isso muda tudo.
Umas das lembranças reavivadas agora foi uma manha de linguagem. Nos ônibus, ao subir, aparece um desses anúncios luminosos que dizem: “Je monte, je valide”. Em português: “Eu subo, eu valido o passe”, quer dizer, “eu pago a passagem”.
Em lugares públicos a gente lê frases com essa mesma estrutura:

Isso é um caminhão de serviço, que diz: “Eu funciono com gás natural”.
No metrô, aparece regularmente essa imagem: