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Na parede da memória

Edição #319

O tempo passa. Sabemos bem, desde a canção de Cazuza e Arnaldo Brandão, que ele não para. Enquanto tentamos sobreviver sem nenhum arranhão, penduramos na parede de nossa memória as recordações daqueles que já não estão entre nós. 

Nesta edição, lembramos de alguns personagens emoldurados na história, seja brasileira, ou de um país vizinho. Antônio Schimeneck escreve sobre Elis Regina, a gaúcha “pimentinha” que teria feito 81 anos em março. O período conturbado em que a artista viveu também aparece no texto de Vinícius Rodrigues, que em vez de lembrar dos podres poderes da ditadura militar argentina (que agora faz 50 anos), fala das sátiras inteligentíssimas do humor de Quino e sua querida Mafalda. 

Falecido há 40 anos, o escritor brasileiro Josué Guimarães ganha três materiais em sua homenagem: de Sergius Gonzaga, Ivan Pinheiro Machado e Sergio Faraco. E o jornalista Carlos Heitor Cony tem sua vida esmiuçada em nova investida de Marina Ruivo

Para Juremir Machado da Silva, as diferentes fases vividas trazem o que ele chama de “saudades imaginárias” – sua reflexão chega acompanhada de poesia. 

Também neste ano completamos 30 anos sem Renato Russo. A ausência é preenchida pela proposta de Paulo Damin, que ficcionalizou uma entrevista com um suposto fã da banda Legião Urbana. 

Como música e literatura são os tópicos em destaque por aqui, compartilhamos produção de Arthur de Faria dedicada ao rock gaúcho, e resenha de Guto Leite sobre o mais recente show dos irmãos Ramil. 

Quem encerra a Parêntese #319 é Helena Terra, com o folhetim sobre as coisas mais humanas.

Boas leituras!