Confira todos os textos da edição #311
- Se quiser entender a história do povo negro, é preciso atentar para as manifestações culturais negras, por Raphaela Donaduce Flores
- Djalma do Alegrete: “O último abacaxi que lancei na sociedade de consumo internacional” – Parte I, por Jandiro Koch
- Personagens de uma vida: Luís Gomes, Juremir Machado da Silva
- Histórias de Autógrafos: Ruy Carlos Ostermann em “A paixão do futebol", por Carlos Gerbase
- O povo de religião em filme: uma entrevista com Carlos Caramez, por Luís Augusto Fischer
- Medir em palavras as coisas humanas, por Helena Terra
- Da roça ao Planalto, por Nubia Silveira
- 1902: Uma litografia a cores no relatório dos comerciários, por Arnoldo Doberstein
- A medida das coisas humanas: capítulo I, por Helena Terra
Em fevereiro de 1902, foi impresso em Porto Alegre o Relatório da Associação dos Empregados no Comércio de Porto Alegre, recentemente revelado por Frederico Duarte Bartz. Uma publicação de 12 páginas contendo discurso de seu sócio Arthur Pinto da Rocha, uma matéria sobre a Lei das Falências (o tema do ano para os comerciários), a lista de seus cerca de 1.500 sócios, relatórios de sua biblioteca e da Escola Mauá.
O ponto alto da publicação é a litografia de capa (Fig. 1), de Ignácio Weingartner, um dos três irmãos litógrafos de Pedro Weingartner (os outros foram Jacob e Miguel), bem conhecido por outros trabalhos estampados nos jornais de Porto Alegre (Fig. 2). Litografias que, mesmo quando em preto e branco, davam uma trabalheira danada. Para se ter uma ideia, depois de desenhar a figura na pedra e usar os produtos químicos, as folhas do jornal tinham que ser prensadas, uma a uma. Ou seja, para 1.000 exemplares, mil vezes a realização da operação. Isso em preto e branco. Agora, se a imagem fosse de mais cores (como é caso), a trabalheira se multiplicava conforme o número de cores primárias da imagem. Isso porque, para cada cor primária, uma operação de prensa.