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A dama da Duque – Capítulo II

Parêntese #342

Confira todos os textos da edição #342

A conquista

- Só não fui embora porque gostei de você - ela disse. - E você nem percebia que eu estava te olhando!

Fiquei desnorteado. Uma coisa assim seria raríssima de acontecer com uma mulher na Argentina, e certamente era uma situação que eu nunca tinha vivido. Abordar alguém ou ser abordado, como neste caso, por uma argentina era um processo muito difícil. Minha mente, acostumada a essa dificuldade e, portanto, a calcular cada passo para levar o encontro por um bom caminho, não conhecia nenhuma estratégia para seguir o jogo na situação em que esta mulher me colocava. Empurrei o jornal para o lado, como se assim pudesse clarear o ar e ganhar tempo. Ela se inclinou levemente para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos, e foi aí que percebi um brilho especial nos seus olhos — um lampejo entre curiosidade e diversão.