Confira todos os textos da edição #342
- O Sul no presente-futuro, por Clarissa Ferreira
- Canção de Palomas, por Juremir Machado da Silva
- Tordilha não vai a lugar algum. Ou: o que têm a dizer os inauditos, por Marília Kosby
- Música e racismo: dois momentos na história da Banda Municipal, por Álvaro Santi
- O rock gaúcho – Parte XVIII, por Arthur de Faria
- Heloisa Pires Lima, uma patrona griote, por Ana Paula Cecato de Oliveira e Larisse da Silva Moraes
- A dama da Duque – Capítulo II, por José Roberto Iglesias
- Cordel do Corte Raso – Capítulo 16 – Parte II, por Gonçalo Ferraz
- Alan Alves Brito: “Sou um caçador de estrelas, que carrega uma flecha única”, por Luís Augusto Fischer
O anúncio da patrona da Feira do Livro de Porto Alegre, Heloisa Pires Lima, foi amplamente noticiado na mídia pelo ineditismo da escolha de uma mulher negra. Indo além, podemos afirmar que a escolha da escritora produz um deslocamento que ultrapassa a dimensão da representatividade racial e de gênero: demarca um espaço ainda pouco ocupado por escritores e escritoras que produzem literatura, predominantemente, para as infâncias e juventudes. Heloisa compõe uma linhagem ainda pouco numerosa de autores/as da literatura infantil e juvenil convidados a ocupar o lugar de patronos da Feira, ao lado de Marô Barbieri (2019), Dilan Camargo (2015), Jane Tutikian (2011), Carlos Urbim (2009) e Maria Dinorah (1989).