Confira todos os textos da edição #336
- José Paulo Paes, tradutor e editor, por Sérgio Karam
- Curitiba revisitada, por Marcelo Sandmann
- Ode à minha perna esquerda, por Arthur de Faria
- A Argentina não é o Brasil, por Marcelo Carneiro da Cunha
- Es un sentimiento, por Julieta Jesusalinsky
- MPB: música parodiada brasileira – Parte III, por Breno Serafini
- O que é a escrita em um mundo com IA?, por Iami Gerbase
- Imagens de Paris e mais, por Juremir Machado da Silva
- Gilmar, o leitor, por Manoel Madeira
- Sussuarana – Parte VI, por Alice Elnecave Xavier
- Cordel do Corte Raso – Capítulo 14 – Parte II, por Gonçalo Ferraz
Sou capaz de acreditar em tudo, desde que seja inacreditável.
Oscar Wilde, em O retrato de Dorian Gray
Umas oito e meia da noite, eu voltava do consultório, devia ser por volta de setembro, outubro. Chegando na esquina oposta à Praça Júlio de Castilhos, me surpreendo ao ver uma pessoa em situação de rua deitado sobre um papelão, a coberta até o peito, a cabeça apoiada num saco de recicláveis, lendo um romance.