Confira todos os textos da edição #314
- A alegre democracia de distinções interseccionais: viva o carnaval!, por Jairo Ferreira
- Quando o carnaval passar, por Juremir Machado da Silva
- Ele não poderia ter deixado de ir, por Paulo Coimbra Guedes
- O “le-lo-lai” do Bad Bunny é o nosso sapucay, por Clarissa Ferreira
- O manifesto de um espetáculo, por Chris Cidade Dias
- Natalia Ginzburg: uma leitura sobre a experiência, por Caroline Lima
- Apolinário e Esmê, um romance coletivo, por Jorge Benitz
- Histórias de Autógrafos: Michel Houellebecq em “Submissão”, por Carlos Gerbase
- Camborianga, por Álvaro Magalhães
- A medida das coisas humanas: Capítulo IV, por Helena Terra
Como muitas pessoas ao redor do mundo, assisti ao intervalo do Super Bowl no início de fevereiro e duas cenas se destacaram aos meus olhos, em meio à abundância de beleza e comunicação engajada que foi o show de Bad Bunny, nesse evento tão estadunidense quanto extraordinário.
Não me interesso pelo esporte em questão. Não entendo as regras, não conheço os atletas, não me envolvo e, ao mesmo tempo, não perco um intervalo. Nunca me arrependo de assistir aos instantes finais do primeiro tempo para não perder um minuto sequer do show. Dessa vez não foi diferente.
Entre tantas maravilhas significativas e incríveis, dois momentos do espetáculo me fizeram lembrar que a vida é – e merece ser – um assombro. Só a arte faz isso, deixando em nós rastros deliciosos, para sempre.