Confira todos os textos da edição #342
- O Sul no presente-futuro, por Clarissa Ferreira
- Canção de Palomas, por Juremir Machado da Silva
- Tordilha não vai a lugar algum. Ou: o que têm a dizer os inauditos, por Marília Kosby
- Música e racismo: dois momentos na história da Banda Municipal, por Álvaro Santi
- O rock gaúcho – Parte XVIII, por Arthur de Faria
- Heloisa Pires Lima, uma patrona griote, por Ana Paula Cecato de Oliveira e Larisse da Silva Moraes
- A dama da Duque – Capítulo II, por José Roberto Iglesias
- Cordel do Corte Raso – Capítulo 16 – Parte II, por Gonçalo Ferraz
- Alan Alves Brito: “Sou um caçador de estrelas, que carrega uma flecha única”, por Luís Augusto Fischer
Agostinho chegou bem atrasado, já havíamos começado há uns vinte minutos. Era o segundo encontro da segunda edição da ação de extensão Desdomar desmontando o patriarcado a cavalo. Trata-se de um grupo de educação e reflexão composto por equipe multiespécies (estudantes, docentes, técnicos/as e a manada equina da Universidade Federal do Pampa) e homens intimados pela 2ª Vara Criminal do município por terem praticado violência doméstica, nos termos da Lei Maria da Penha. Agostinho chegou pra lá de atrasado, mas havia uma cadeira vazia na roda. Com ele, éramos quatorze pessoas humanas, seis éguas e um cavalo. A conversa era sobre masculinidade e estava sendo problematizada a persona do provedor, aquele que “dá tudo, paga tudo” e diante da contrariedade ou desobediência da companheira (ou da filha, da irmã, etc.), sente-se no direito de reparar violentamente essa "ingratidão".