Olá! Um prédio de 26 andares no Centro de Porto Alegre, antiga sede do INSS e ocupado pelo MTST desde 2024, será destinado à moradia popular. Cooperativas e entidades privadas têm até domingo para apresentar propostas para a transformação do edifício. E mais:
🏠 RS é o terceiro estado com mais crianças esperando adoção
🪶 Justiça media acordo para garantir protagonismo indígena nas comemorações dos 400 anos das Missões
🩺 Projeto mapeia impactos da enchente na saúde mental de gaúchos
🏙️ Flávio Kiefer fala da impossibilidade de um debate genuíno sobre o Plano Diretor de Porto Alegre
📚 Juremir Machado da Silva elogia a literatura russa, enquanto a compara com produções brasileiras recentes
🎷 Cambará do Sul será palco da primeira edição do Cambará Jazz Festival
( ) Na Parêntese, Rafael L. Kasper aborda novos modelos de trabalho na era da plataformização
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Portaria garante habitação social no Centro; MTST festeja a conquista
“Vamos garantir habitação social no Centro de Porto Alegre”, festejou o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) no Rio Grande do Sul, Fernando Campos da Costa. Em conversa com a Matinal na tarde de segunda-feira, ele celebrava a portaria da Superintendência de Patrimônio da União 4.293/2026, que disponibiliza o prédio localizado na Travessa Mário Cinco Paus, 20, para apresentação de propostas no âmbito do Programa Minha Casa, Minha Vida - Entidades (MCMV-E). O documento foi publicado horas antes e, na prática, significa uma vitória à luta pela moradia.
A partir da portaria, o edifício de 26 andares, que esteve vazio por cinco anos até junho de 2024, quando famílias ligadas ao MTST ocuparam o prédio, poderá ser formalmente adaptado para se tornar um imóvel residencial. A partir da habilitação ao MCMV-E, cooperativas ou entidades privadas sem fins lucrativos poderão submeter propostas para a obra – o que deve ocorrer até o próximo domingo, com o Ministério das Cidades divulgando se seleciona ou não a proposta em 12 de junho.
A estimativa do MTST é de que o edifício poderá comportar em torno de 200 unidades habitacionais – o governo federal fala em mais de 400. Certo é que, com a reforma saindo do papel, os futuros apartamentos serão distribuídos em todos os andares. Atualmente, as cerca de 30 famílias que residem lá, entre elas mães solo e idosos, agrupam-se somente nos três primeiros pavimentos, por razões de segurança.
O coordenador do MTST ressalta que a ocupação teve origem a partir de uma crise climática e agora a resposta também dialoga com a questão ambiental, pelo fato de não demandar uma nova construção, e aplicar o reuso de um espaço já consolidado: “Só o fato de que não precisar extrair areia, energia... tem todo um trabalho que está ali e vai ser reaproveitado”, observou. “Garantindo direitos, com carbono zero.”
Leia a reportagem completa:
O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER
Rio Grande do Sul é terceiro estado com mais crianças disponíveis para adoção no Brasil
No Rio Grande do Sul, 737 crianças aguardam por adoção em abrigos. O dado, disponibilizado pelo Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), coloca o estado na terceira posição nacional em número de crianças disponíveis para adoção, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.
"Muitas destas crianças e adolescentes podem ficar por muito tempo acolhidos pois possuem perfil menos procurado pelos pretendentes habilitados. Fatores como idade, grupos de irmãos, problemas de saúde física e mental dificultam a colocação em adoção", explicou o juiz-corregedor Charles Maciel Bittencourt, da Coordenadoria da Infância e Juventude do Rio Grande do Sul (CIJRS), ao Jornal do Comércio.
Das 737 no sistema gaúcho, 130 são maiores de 16 anos. A maioria tem um ou mais irmãos: 496, o equivalente a 67%. Segundo o CNJ, 20,7% das crianças têm algum tipo de deficiência.
Para tentar mudar esse cenário, a equipe técnica do poder judiciário, do Ministério Público e da rede de assistência social realiza campanhas de busca ativa para encontrar pretendentes para crianças e jovens com menor possibilidade de adoção. No estado, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) promove o Projeto Busca Ser, o Aplicativo da Adoção e o Dia do Encontro.
Justiça Federal promove nova mediação entre comunidades indígenas e governo sobre 400 anos das Missões
O Sistema de Conciliação do Tribunal Regional da 4ª Região (TRF4) realizou, na segunda (25), uma mediação entre representantes de comunidades indígenas e os governos estadual e dos municípios da região missioneira. A audiência trata do programa de celebrações dos 400 Anos das Missões Jesuítico Guaranis, promovidas pelo governo do estado. O foco da reunião foi o “Encontro dos Povos Guarani”, que faz parte da programação – ficou acordado que o evento ocorrerá em novembro. Nova audiência foi marcada para junho.
A reunião integra o processo da ação civil pública protocolada em setembro pelo Ministério Público Federal (MPF) e visa reestruturar o programa comemorativo para garantir o protagonismo indígena e a justiça econômica: somente 0,6% dos R$ 50 milhões de orçamento foram destinados a uma aldeia indígena. O MPF exigiu pagamento de danos morais aos Guarani e paridade no comitê gestor.

500 pessoas já foram avaliadas pelo projeto Recomeçar, que estuda impacto da enchente na saúde mental dos gaúchos
As águas baixaram, mas o medo de que voltem a subir ainda assombra moradores de municípios gaúchos. Para estimar o efeito negativo da enchente de 2024 na saúde mental da população do Rio Grande do Sul, o projeto Recomeçar, desenvolvido pelo Hospital Moinhos de Vento por meio do Proadi-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde), já se aproximou de 500 pessoas. O programa foi lançado em março, e até o final do ano pretende identificar 10 mil pacientes.
Após uma busca ativa por bairros atingidos pela tragédia climática, o projeto realiza três etapas: pré-triagem online por meio de formulário; triagem para avaliar sintomas como ansiedade, depressão e estresse pós-traumático; e então um programa de apoio psicológico. Dentre os primeiros pacientes, 20% já iniciaram tratamento e apresentam uma redução significativa nos sintomas. A pesquisa deve auxiliar ainda na compreensão da ansiedade climática, termo que ganha destaque na medida em que eventos climáticos extremos começam a ocorrer com maior frequência no país.
Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini
OUTRAS NOTÍCIAS
A emergência do Hospital São Lucas da PUCRS, que atende exclusivamente pelo SUS, está parcialmente fechada desde ontem para reformas. A previsão de conclusão da obra é de 10 meses.
Hoje, às 14h, será realizada a audiência pública sobre o projeto de parceria público-privada (PPP) para o Parque Marinha do Brasil e o trecho 3 da Orla do Guaíba. O evento ocorrerá no auditório da Secretaria Municipal de Educação, e os interessados em participar devem se inscrever aqui.
O Dmae abriu um processo de concorrência pública para melhorias de três casas de bombas localizadas na área central, visando ampliar a resiliência das unidades frente a eventos climáticos extremos. As propostas enviadas pelas empresas participantes serão conhecidas hoje.
Dados apontam baixa adesão à vacina da gripe entre grupos prioritários, com apenas 48,6% imunizados. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é alcançar 90% de cobertura entre crianças, idosos e gestantes.
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Os servidores do Judiciário gaúcho realizam hoje, às 10h, um ato em frente ao Tribunal de Justiça do estado, enquanto acontece a audiência de negociação salarial entre o Tribunal, o sindicato da categoria e demais entidades representativas. Entre as reivindicações está a recomposição salarial de 17,8%.
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Hoje, às 18h30, a PUCRS terá uma aula aberta para discutir a relação entre religiões de matriz africana e a cultura brasileira. O evento é gratuito e aberto a todos, sem necessidade de inscrição.
O deputado Maurício Marcon (PL-RS) pediu vista e adiou a votação da PEC que extingue a jornada de trabalho 6x1. Após o adiamento, a proposta deve ser votada hoje.
O Ministério Público do estado abriu um inquérito para investigar unidades do interior e batalhões de elite da Brigada Militar que não utilizam câmeras corporais. O objetivo é obter explicações sobre a ausência e cobrar um cronograma de adoção do equipamento.
O Ministério Público Federal apresentou uma ação civil pública no estado para que a União regulamente o Fundo Nacional para Calamidades Públicas, Proteção e Defesa Civil (Funcap). Criado em 2010 para viabilizar o repasse de recursos federais a estados e municípios em situações de emergência ou calamidade, o fundo nunca foi operacionalizado por falta de regulamentação.
Juremir fala de seus interesses literários atuais, da literatura brasileira às obras de Dostoiévski.
Você demitiria um amigo?
por Rafael L. Kasper
Um amigo arranjou um emprego. Faz quatro meses. Pelas circunstâncias que vou detalhar, ele acha que será demitido. Dando gole numa Pilsen sem álcool na primavera fria de Berlim, ele me perguntou: “você me demitiria?” Pergunto a você, leitor: você o demitiria? Em janeiro, com conta de luz, dívida e 19% de impostos por workshops sobre “responsabilidade histórica”, Z. pediu a um Modelo de Linguagem sugestões de emprego. Minutos depois, Z. respondia testes online para virar anotador de dados, ou seja, treinador de IA. Dali a diante, foi assim: Z. se preparava com IA para fazer entrevista com IA para trabalhar com IA.
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O debate impossível
Vou aproveitar a oportunidade que a coluna oferece para expiar minha culpa por não ter participado das audiências públicas do Plano Diretor. Simplesmente não fui por desalento. Não via nelas a menor possibilidade de um debate genuíno. Desde logo, percebi que a maioria que o prefeito gozava na Câmara Municipal garantia de antemão a aprovação do que já estava decidido: aumentar substancialmente o valor da terra urbana em benefício dos grandes incorporadores imobiliários sem cobrar nada por isso.

CULTURA
Cambará Jazz Festival estreia em junho com shows gratuitos

A cidade de Cambará do Sul, nos Campos de Cima da Serra, será palco da primeira edição do Cambará Jazz Festival. O evento, com entrada franca, reunirá artistas de diversas linguagens musicais, do jazz ao choro, em sete shows na Rua Coberta do município, nos dias 5 e 6 de junho, a partir das 19h. Saiba mais aqui.
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