A primeira tarde em que o projeto do Plano Diretor esteve pautado na Câmara, na última segunda, mostrou em seus bastidores rusgas nas negociações entre a base do governo e a oposição. Entre idas e vindas, as conversas entre os dois blocos para definir a votação conjunta de emendas já dura mais de três semanas. Até agora, apenas 23 emendas das mais de 200 apresentadas pela esquerda foram acolhidas. Neste cenário, um verdadeiro QG do paço municipal se instalou ao lado do plenário.
“Nós estruturamos o Plano Diretor Sustentável (PDUS) e a Lei do Uso e Ocupação do Solo (LUOS) de forma que elas tenham alguns princípios e questões vertebrais não vamos, evidentemente, abrir mão”, observou o secretário geral do governo, André Coronel. Do outro lado, a vereadora Juliana de Souza (PT) rebateu que a oposição não irá discutir “perfumaria” e quer avanços.
Em meio ao impasse, a segunda-feira terminou apenas com o início da análise da subemenda 1 à emenda 1 do Plano Diretor. Ao todo, entre o PDUS e a LUOS, são 522 emendas que poderão ser destacadas. Como a Matinal já explicou, governo e oposição trabalham em um possível acordo para retirar o destaque de cerca de 300, votando-as em bloco. Até agora, porém, houve acordo em apenas 23.