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Seis meses depois, inquérito da prefeitura sobre agressão a vereadores não está concluído

Parlamentares agredidos atribuem o atraso à falta de vontade política da gestão atual

Seis meses depois, inquérito da prefeitura sobre agressão a vereadores não está concluído
Secretaria Municipal de Segurança informou prorrogação do prazo de inquérito que investiga fatos da sessão de 15 de outubro na Câmara | Foto: Elson Sempé Pedroso/CMPA

O inquérito aberto pelo prefeito Sebastião Melo (MDB) para apurar a ação da Guarda Municipal durante um tumulto na Câmara de Vereadores no dia 15 de outubro segue sem conclusão. Durante uma sessão que analisaria a concessão do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), civis que protestavam do lado de fora do plenário e políticos foram atingidos por balas de borracha e gás lacrimogêneo.

Cinco vereadores saíram feridos da sessão: Grazi Oliveira (PSOL), Atena (PSOL), Erick Dênil (PCdoB), Giovani Culau (PCdoB) e Natasha Ferreira (PT). O deputado estadual Miguel Rossetto (PT) e sua assessora de imprensa também foram alvejados com balas de borracha.

No mesmo dia, Melo determinou a abertura de um Inquérito Preliminar Sumário no âmbito da Secretaria Municipal de Segurança (SMSEG) para apurar os fatos, incluindo uma análise das câmeras corporais dos agentes de segurança. 

Em novembro, a SMSEG informou à Matinal que a apuração levaria de 90 a 180 dias, colocando o prazo final nesta quarta-feira (15). Contatada pela reportagem, a assessoria da pasta informou que o inquérito foi prorrogado por mais 60 dias.