Em um contexto marcado pelo racismo e pelas desigualdades sociais do período pós-Abolição, intelectuais negros brasileiros encontraram na tipografia uma porta de entrada para o jornalismo, a literatura e a participação política no século XIX e início do XX. Esse é o assunto abordado por Alex de Cassio da Silva no artigo Tipografia: um caminho de acesso aos espaços letrados para intelectuais negros.
Durante este período eleitoral, muita desinformação está sendo compartilhada em diferentes bolhas da internet. Marianna Senderowicz traz um desses exemplos: a afirmação de que o presidente Lula declarou apoio ao Hamas. A autora também aborda como essa fake news dividiu o voto da comunidade judaica. Já Juremir Machado da Silva aborda o conceito de anacoluto e o relaciona ao candidato à presidência Flávio Bolsonaro.
Nesta semana, Ivone Pacheco, a Dama do Jazz de Porto Alegre, faleceu. No dia 12, seu velório ocorreu no Take Five Clube de Jazz, espaço lendário que Ivone criou em 1982 no porão da sua residência. Na seção Nossos Mortos, Vitor Necchi presta sua homenagem. E, para aqueles com saudade de relembrar a história do rock gaúcho, Arthur de Faria escreve sobre a influência de Carlos Eduardo Miranda – produtor musical responsável por impulsionar o sucesso de bandas como o Graforréia Xilarmônica – no cenário musical local.
Luís Augusto Fischer entrevista o professor aposentado do Instituto de Letras, Élvio Funck, sobre seu mais recente livro Shakespeare obsceno?. Após inúmeras traduções e anos debruçado sobre a obra do dramaturgo, Élvio expõe neste livro uma dimensão muitas vezes negligenciada nas obras de Shakespeare.
Kétina Timboni aborda como o tempo parece ter uma duração diferente na maternidade. O folhetim A dama da Duque, de José Roberto Iglesias, chega ao oitavo capítulo e se aproxima do seu desfecho. Para encerrar, do cordelista Gonçalo Ferraz, a segunda parte do 18° capítulo.
Boas leituras!