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✉️ A morte do autor

Parêntese #343

✉️ A morte do autor
Foto: Pexels

O sentido de um texto não pertence exclusivamente a quem o criou, mas também a quem o lê e interpreta – chamada de "morte do autor", a noção surgiu em um ensaio do francês Roland Barthes. Nesta edição, Jorge Alberto Benitz reflete sobre autoria, e até que ponto é possível separar escritores e leitores.

No âmbito das resenhas, Cassionei Niches Petry fala do mais recente livro de Enrique-Vila-Matas, Esta bruma insensata, e nos convida a fazer parte de uma seita de admiradores. Jandiro Adriano Koch escreve sobre A nova Terra, do gaúcho Walmir Ayala, que foi precursor ao trazer o protagonismo feminino em uma distopia, em 1980.

Em entrevista a Luís Augusto Fischer, Arthur Nestrovski comenta O samba mais bonito do mundo, texto que escreveu para a coletânea Águas de Março (Editora 34). A publicação tenta compreender uma das canções mais importantes de Tom Jobim.

No terceiro capítulo de A dama da Duque, de José Roberto Iglesias, começa a ser desvendada a trama que levou o protagonista a Porto Alegre. E no Cordel do Corte Raso, de Gonçalo Ferraz, chegamos à terceira e última parte do capítulo 16.

Após presenciar o evento, Juremir Machado da Silva conta como foi a abertura do 33° Porto Alegre em Cena, realizada na noite da última quinta. O espetáculo musical reuniu artistas brasileiros e argentinos no palco do Teatro Simões Lopes Neto. 

Karine Dalla Valle, entre Paris e Vaujany, compartilha imagens e reflexões de sua viagem espontânea após passar por uma desilusão amorosa e uma demissão.

Quem encerra a Parêntese #343 é Cibele Sastre, abordando a defesa póstuma da tese de doutorado da pesquisadora e artista gaúcha Carla Vendramin, feita na Unicamp em agosto deste ano. Carla morreu em 2024, pouco mais de um mês antes de defender o trabalho, e desenvolveu uma trajetória que aproximava dança, fisioterapia, corpo e ambiente natural. 

Boas leituras!