Confira todos os textos da edição #343
- Autor e obra, por Jorge Alberto Benitz
- Pampa em Cena no Simões Lopes Neto, por Juremir Machado da Silva
- Defesa póstuma de doutorado de pesquisadora gaúcha na Unicamp, por Cibele Sastre
- A seita dos montanos, por Cassionei Niches Petry
- A nova terra: uma distopia de Walmir Ayala, por Jandiro Adriano Koch
- Jobim é meu Bach, Luís Augusto Fischer entrevista Arthur Nestrovski
- Eu e os outros em Paris, por Karine Dalla Valle
- A dama da Duque – Capítulo III, por José Roberto Iglesias
- Cordel do Corte Raso – Capítulo 16 – Parte III, por Gonçalo Ferraz
Converso com meus botões, inclusive, dou nomes a eles, tanto que os chamei de heterônimos, emulando o mestre Fernando Pessoa, para assim expressar os outros que também sou, ou, que poderia ser. Sou multidão também. Mesmo quando faço personagens literários com muito de mim, misturo outros e tudo se transforma em um terceiro que não tem nada de mim. Ou fica com pouco de mim. Não sou só eu que faço assim. Natalia Timerman, tida com autora de autoficção, defende que “O romance, assim como tudo o que escrevo, é um pouco vivido, um pouco inventado, um pouco roubado (de livros, de amigos, de minha escuta clínica como psiquiatra e psicoterapeuta ); o limite entre essas instâncias, aliás, como quase todos os limites, é instável: achei que houvesse inventado eu mesma a frase que depois descobri ser mais um roubo de Roland Barthes.”