Confira todos os textos da edição #343
- Autor e obra, por Jorge Alberto Benitz
- Pampa em Cena no Simões Lopes Neto, por Juremir Machado da Silva
- Defesa póstuma de doutorado de pesquisadora gaúcha na Unicamp, por Cibele Sastre
- A seita dos montanos, por Cassionei Niches Petry
- A nova terra: uma distopia de Walmir Ayala, por Jandiro Adriano Koch
- Jobim é meu Bach, Luís Augusto Fischer entrevista Arthur Nestrovski
- Eu e os outros em Paris, por Karine Dalla Valle
- A dama da Duque – Capítulo III, por José Roberto Iglesias
- Cordel do Corte Raso – Capítulo 16 – Parte III, por Gonçalo Ferraz
Como parar de adiar uma grande viagem e tirá-la do papel em menos de trinta dias? Basta cair em intenso sofrimento diante do fim de uma paixão seguida da inesperada desclassificação no processo seletivo do mestrado em Letras na UFRGS. Vinte e um dias entre Paris, uma comuna nos alpes franceses chamada Vaujany, Florença, Nápoles e Roma faria a maioria das pessoas se organizar com meses e até anos de antecedência. Para mim foi um plano de emergência possível de acionar somente porque, no ano passado, fui demitida do jornal Zero Hora de um dia para outro, sem conseguir me despedir da redação onde trabalhei devotadamente durante nove anos e que considerei minha segunda casa. Num minuto eu pensava na próxima pauta - além de fazer café para os colegas e regar a espada de Santa Bárbara em cima da minha mesa - e no outro entregava meu crachá de repórter. Bastante dinheiro na conta, uma identidade de jornalista caducando e algumas perdas para expurgar na minha primeira visita à Europa.