Um dos principais nomes da literatura nacional, Ignácio de Loyola Brandão é desvendado no documentário Não Sei Viver sem Palavras (2025) pelas lentes do filho, o fotógrafo e cineasta André Brandão. O filme chega aos cinemas na véspera do aniversário de 90 anos do imortal da Academia Brasileira de Letras, que serão completados nesta sexta-feira (31/7).
Nascido em Araraquara, no interior de São Paulo, Ignácio inscreveu seu nome na literatura brasileira com romances, crônicas, livros infanto-juvenis, biografias, relatos de viagens e peças de teatro, entre outros textos. Não Sei Viver sem Palavras narra de forma pessoal essa trajetória a partir de depoimentos do escritor e um rico material de arquivo.

"O filme é muito caseiro, feito a poucas mãos. Fizemos oito entrevistas de duas a três horas cada, principalmente na casa dele, mas também no bairro Praça Roosevelt, onde morou por dez anos quando chegou em São Paulo, na biblioteca municipal e na estação de trem de Araraquara, lugares importantes na história dele", resume o diretor.
André encontrou no arquivo pessoal do pai 38 rolos de Super-8, filmados pelo escritor durante a década de 1970. Essas imagens acabaram se tornando uma parte importante do filme, mostrando a intimidade da família e paisagens de São Paulo, Araraquara e Berlim – onde o autor de títulos antológicos como os romances Zero e Não Verás País Nenhum e o relato de viagem O Verde Violentou o Muro viveu de março de 1982 a agosto de 1983.

Não Sei Viver sem Palavras: * * *
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