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Lançamento de"Democracia por um fio", com charges de Celso Schröder e textos de Ernani Ssó

O livro conta com o apoio da Grafar, Grifo, SindBancários e Clube de Cultura, e será lançado no dia 10 de agosto no Clube de Cultura, às 19 horas

Lançamento de"Democracia por um fio", com charges de Celso Schröder e textos de Ernani Ssó
Escritor Ernani Ssó. Foto: Divulgação

Democracia por um Fio (Edições Grifo, 112 páginas) transforma em memória visual um dos períodos mais turbulentos da história política recente do Brasil. A obra reúne charges do jornalista e cartunista Celso Schröder, produzidas entre 2018 e 2022, abordando temas como a pandemia de Covid-19, a disseminação de notícias falsas, os ataques à imprensa, a radicalização política e os ataques às instituições democráticas. As charges de Schröder dialogam com os textos de Ernani Ssó, que ajudam a contextualizar os acontecimentos retratados.

O autor afirma que o projeto nasceu da necessidade de preservar a memória do país. A ideia, segundo Schröder, é evitar que acontecimentos desse período sejam diluídos ou reinterpretados com o passar do tempo. Em um cenário de circulação acelerada de informações e disputas constantes sobre versões da história recente, o livro aposta na carga como forma de documentação cultural e política.

A publicação também resgatou uma tradição do cartum brasileiro, que em diferentes períodos serviu como instrumento de crítica ao poder e de resistência cultural. Em momentos de crise política, a charge frequentemente ultrapassa o humor e assume papel de comentário histórico imediato, transformando acontecimentos do cotidiano em documento visual.

O título inicialmente pensado (“Democracia em risco”) acabou sendo rebatizado por Olívio Dutra, conforme o próprio conta no prefácio do livro: “troquei o ‘em risco’ pelo ‘por um fio’. Sem nenhuma pretensão de corrigir o texto ou dar-lhe alguma precisão faltante, mas por puro vício de linguagem. O risco é que o fio pode, não pelo pousar dos pássaros mas por intempéries, ventanias, sabotagens e ladroeiras desencapar-se. Ocorre que capacetes, luvas e perneiras acima dos joelhos não nos livram desse risco pois compõem a indumentária do próprio Batalhão de Choque! Mas vamos ler, ver e saborear este livro onde cada charge vale por mil discursos, principalmente dos meus”, observa.

O livro conta com o apoio da Grafar, Grifo, SindBancários e Clube de Cultura, e será lançado no dia 10 de agosto no Clube de Cultura (Rua Ramiro Barcelos, 1853 – Bom Fim, Porto Alegre/RS), às 19 horas. O roteiro de eventos terá, ainda, Rio de Janeiro no dia 27 de agosto, às 13h, na Sede do SINTELL – FLIV Rio (Rua Morais e Silva, 94 - bairro do Maracanã) e Florianópolis no dia 28 de agosto, às 18h30, na Livraria do Desterro (Rua Tiradentes, 204 – Centro).

CELSO AUGUSTO SCHRÖDER é cartunista, jornalista, professor e sindicalista. Foi chargista do jornal Correio do Povo, professor de jornalismo na Famecos, PUCRS, presidente do Sindicato dos Jornalistas do RS, da Federação Nacional dos Jornalistas, FENAJ, da Federação de Jornalista da América Latina e do Caribe, FEPALC e vice-presidente da Federação Internacional dos Jornalistas, FIJ. Foi também Superintendente de Comunicação da ALERGS, Secretário de Comunicação do PT-RS e representante dos jornalistas no Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional. Hoje é coeditor do Grifo, O Jornal Que Ri.

ERNANI SSÓ é escritor e tradutor. Se dedica apenas à literatura desde 1974, quando foi largado pelo jornalismo. Escreveu para adultos, entre outros: O sempre lembrado (novela), IEL, 1989; O emblema da sombra (romance), Artes e Ofícios, 1998; Como o diabo gosta (romance), Cosac Naify, 2015. Para crianças, entre muitos outros: Contos de morte morrida, Companhia das Letrinhas, 2007; No escuro – Sete histórias tenebrosas de bruxa, Edelbra, 2012; Lendas urbanas da morte, Alfaguara, 2015. Como tradutor, entre dezenas de autores de todos os tamanhos, encarou um gigante, Cervantes, em Dom Quixote e Novelas exemplares, ambos pela Penguin-Companhia. Humor e imaginação são seus amuletos.

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