Novo longa-metragem do diretor cearense Guto Parente, Morte e Vida Madalena (2025) acompanha os perrengues de uma produtora de cinema que precisa lidar com a morte recente do pai, o desaparecimento do diretor de seu próximo projeto às vésperas do início das filmagens e uma gravidez de oito meses. Em meio a uma sucessão de imprevistos, ela tenta manter a produção de pé e fazer o filme acontecer.
A partir dos percalços de uma produção cinematográfica brasileira de baixo orçamento, Morte e Vida Madalena constrói seu humor a partir do caos, da precariedade e das soluções improvisadas de quem precisa encontrar uma saída para cada novo problema.

“O cinema é um lugar de aprendizado e de crescimento espiritual, intelectual, de transcendência. Na minha relação, é quase como uma religião”, afirma o prolífico Parente, que dirigiu ao longo de mais de 20 anos de carreira 18 filmes – como os premiados longas Estrada para Ythaca (2010), Doce Amianto (2013), Os Monstros (2011), O Clube dos Canibais (2018) e Inferninho (2018).
Por trás da comédia, há também uma relação profundamente afetiva com o próprio ofício. Madalena é interpretada por Noá Bonoba, artista de múltiplas frentes que atua como atriz, roteirista, realizadora, preparadora de elenco, dramaturga, curadora e pesquisadora. O filme inclui no elenco ainda nomes como Nataly Rocha, Tavinho Teixeira, Marcus Curvelo, David Santos e Carlos Francisco.

“O humor vem da crença no drama total da personagem. É preciso acreditar nesse drama para que a situação seja risível. Quanto mais você acredita naquela situação, que é completamente absurda e real, mais engraçado fica”, afirma a protagonista Noá.
Morte e Vida Madalena foi eleito pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) o melhor filme do Festival de Brasília e conquistou ainda prêmios no Festival Mix Brasil e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Morte e Vida Madalena: * * * *
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